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Ibovespa tem leve recuo no dia, mas fecha setembro positivo

O Ibovespa caiu 0,32%, a 104.745,32 pontos - Paulo Whitaker/Reuters
O Ibovespa caiu 0,32%, a 104.745,32 pontos Imagem: Paulo Whitaker/Reuters

30/09/2019 17h59

O principal índice da bolsa paulista gravitou em torno da estabilidade durante a maior parte da sessão desta segunda-feira, com investidores adotando cautela diante das negociações comerciais entre EUA e China e ainda acompanhando o andamento das reformas no front doméstico.

O Ibovespa caiu 0,32%, a 104.745,32 pontos. A exemplo das últimas sessões, o giro financeiro foi discreto, com apenas 13,084 bilhões de reais.

Em setembro, o índice avançou 3,57%, o que garantiu o quinto trimestre seguido de alta, ganhando 3,74%.

No fim de semana, a China afirmou que o vice-premiê, Liu He, vai liderar a delegação chinesa nas negociações nos EUA na próxima semana, enquanto o assessor comercial da Casa Branca chamou de 'fake news' nesta segunda-feira notícias de que o governo dos EUA considerava deslistar empresas chinesas das bolsas norte-americanas.

"Investidores seguem na expectativa para uma nova rodada de negociações entre os países, marcada para 10 de outubro", destacou a equipe da Ágora Investimentos em nota a clientes.

Agentes do mercado norte-americano não se abalaram pelas notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava pensando em deslistar ações de empresas da China de bolsas nos EUA. Ajudando ainda mais o sentimento, o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, negou as afirmativas das notícias e as classificou como "fake news".

O S&P 500 avançou 0,5% na sessão.

Aqui, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a votação em primeiro turno da reforma da Previdência no plenário do Senado deve ocorrer na terça-feira depois de ser aprovada pela CCJ da Casa.

Segundo a pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa do mercado para a taxa Selic no fim de 2019 foi reduzida a 4,75%. Para 2020, a expectativa geral para a Selic seguiu em 5%, mas o Top-5 cortou mais a previsão, de 4,75% para 4,5%.

Destaques

- BANCO DO BRASIL subiu 0,33%, destoando do setor. ITAÚ UNIBANCO cedeu 1,41%, BRADESCO caiu 1,68% e SANTANDER recuou 1,09%.

- EDP BRASIL ON valorizou-se 2,56%, em sessão positiva do setor elétrico. A exceção foi ELETROBRAS com a PNB fechando em queda de 0,31%, tendo de pano de fundo notícias recentes sugerindo um processo complicado para a aprovação na capitalização da empresa no Senado.

- SABESP ON ganhou 2,37%. Analistas do BB Investimentos destacaram em relatório que o novo marco legal do setor de saneamento deve reduzir barreiras à concorrência e estimular o ingresso de capital privado. "Apesar de pontos críticos ainda não solucionados, enxergamos pontos positivos às empresas listadas do setor."

- IGUATEMI ON avançou 1,28%. A empresa de shopping centers anunciou a venda fracionada de terreno torre residencial em empreendimentos em Sorocaba (SP) e São José do Rio Preto (SP).

- SUZANO ON cedeu 0,30%, tendo de pano de fundo um ambiente ainda desafiador para os preços de celulose. Na semana passada, analistas do Credit Suisse afirmaram que continuavam preocupados com o excesso de estoque no setor de celulose de fibra curta, o que torna menos provável um cenário de recuperação de preço relevante.

- CSN ON perdeu 1,12%, em dia mais fraco para siderúrgicas. USIMINAS PNA perdeu 2,38%. GERDAU PN, porém, avançou 1,00%. O conselho da companhia autorizou a contratação de um 'Credit Agreement' de até 800 milhões de dólares. Ainda no setor, VALE ON subiu 0,19%.

- PETROBRAS PN recuou 0,40%, acompanhando o declínio dos preços do petróleo no mercado externo.

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