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Com nota de R$ 200, gasto com produção de dinheiro será menor, diz secretário

Nova cédula, que entra em circulação no fim de agosto, foi lançada ontem pelo Banco Central - Antonio Cruz/Agência Brasil
Nova cédula, que entra em circulação no fim de agosto, foi lançada ontem pelo Banco Central Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

30/07/2020 12h33Atualizada em 30/07/2020 14h43

Com as novas notas de R$ 200, anunciadas ontem pelo Banco Central, o governo precisará gastar menos para produzir a quantidade necessária de cédulas, afirmou hoje o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal.

Questionado sobre qual seria a economia com a novidade, o secretário não detalhou números, limitando-se a dizer, em coletiva de imprensa, que "como a gente acaba produzindo menos notas, de fato o gasto acaba sendo menor".

Na semana passada, o secretário do Orçamento, George Soares, havia dito que o Banco Central pediu R$ 437,9 milhões ao Conselho Monetário Nacional (CMN) para produção adicional de "mais de R$ 100 bilhões" em dinheiro físico neste ano para atender à demanda imposta pela concessão do auxílio emergencial.

O Brasil vive hoje o fenômeno de entesouramento, com a população guardando mais dinheiro em espécie em caso, temendo o cenário de incertezas.

Entretanto, quando anunciou a nota de R$ 200, a diretora de Administração do BC, Carolina de Assis Barros, afirmou que a autoridade encaminhou ao CMN um pedido de R$ 113,4 milhões para impressão de 450 milhões de cédulas de R$ 200 (R$ 90 bilhões) e de 170 milhões de cédulas de R$ 100 (mais R$ 17 bilhões).

A previsão é que a nova nota entre em circulação no fim de agosto.

Funchal disse ainda ser "muito difícil" que a nota de R$ 200 cause inflação, dado o cenário de inflação "extremamente baixa". "Não vejo essa possibilidade", afirmou.