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Dólar fecha em queda com ajuda externa e expectativa por fluxo

O dólar fechou em queda frente ao real, acompanhando o movimento de desvalorização da moeda americana no exterior, sustentado pela alta dos preços das commodities e do dado abaixo do esperado da criação de vagas de trabalho no setor privado nos Estados Unidos. A expectativa de aumento de fluxo de recursos para o Brasil também ajudou a intensificar a desvalorização da moeda americana no mercado local.

Dados positivos do setor de serviços na China contribuíram para a alta das moedas atreladas a commodities. O PMI de Serviços Caixin avançou a um ritmo mais rápido em dezembro e subiu de 53,1 para 53,4.

O dado mais fraco que o esperado da criação de postos de trabalho no setor privado nos Estados Unidos em dezembro, que registrou a abertura de 153 mil vagas segundo a ADP, abaixo dos 168 mil postos estimados pelos analistas, aumentou o apetite dos investidores por ativos de risco e ajudou a consolidar a alta das moedas emergentes frente ao dólar.

No mercado local, o dólar comercial caiu 0,67%, fechando a R$ 3,1975, menor patamar desde 8 de novembro de 2016, antes da eleição de Donald Trump para presidente nos EUA. Já o contrato futuro para fevereiro recuava 0,56% para R$ 3,223.

A expectativa de aumento do fluxo de recursos para o Brasil, com a retomada das captações externas e entrada de capital para operações de fusões e aquisições, tem contribuído para o real apresentar um desempenho melhor que seus pares.

Depois da Fibria, que anunciou ontem uma rodada de encontro com investidores para emissão de bônus, a Raízen deve lançar hoje seu "roadshow". Braskem também já confirmou que estuda captação externa.

A Petrobras confirmou pagamento realizado no dia de ontem de US$ 380 milhões de operação relativa à venda da Petrobras Chile Distribuición (PCD) para a Southern Cross Group. Esse valor ainda está sujeito a ajustes finais, mas já contribuiu para a firme alta de mais de 1% do real na véspera.

A expectativa do mercado agora é para a posse de Trump, em 20 de janeiro, e o anúncio das medidas econômicas.

Ontem, a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) mostrou que os membros do Federal Reserve veem incertezas em relação ao potencial impacto das políticas do novo presidente americano Donald Trump, que incluem corte de impostos e investimento em infraestrutura, para a economia americana.

O peso mexicano tem registrado fortes quedas diante da perspectiva de uma política comercial mais protecionista dos EUA. Hoje o banco central do México teve de atuar no mercado vendendo dólares para conter a forte queda da moeda mexicana. A última vez que ele atuou no mercado de câmbio no México foi em fevereiro de 2016, quando vendeu US$ 2 bilhões para conter a forte queda do peso mexicano.

05/01/2017 17:17:58

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