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Dólar dispara e chega a ser negociado acima de R$ 3,69

15/05/2018 11h01

(Atualizada às 11h47) Uma venda generalizada ("sell-off") nos mercados de renda fixa faz os juros dos títulos do Tesouro americano alcançar máximas em sete anos e deflagra uma onda de compra de dólares em todo o mundo, que afeta especialmente moedas emergentes.

No Brasil, o dólar bateu R$ 3,69, nos maiores níveis desde abril de 2016, para depois arrefecer um pouco a alta.Às 11h47, a cotação saltava 1,45%, a R$ 3,6802. Na máxima, a cotação da moeda americana atingiu R$ 3,6932.

Mais cedo, o Banco Central (BC) vendeu todos os 5 mil contratos de swap cambial ofertados como dinheiro "novo". Os papéis fazem parte da oferta líquida de dólares via esses contratos, dentro da estratégia da autoridade monetária para suavizar os movimentos no mercado de moedas. Além da injeção de novos contratos, o Banco Central continua rolando os papéis que estão no mercado. No fim desta manhã, o BC faz leilão de rolagem de 4.225 contratos que expiram em junho.

Mas a forte pressão no câmbio novamente deve fortalecer o debate sobre uma atuação mais incisiva do BC no mercado, uma vez que o dólar já se aproxima de R$ 3,70.

No exterior, o dólar ganhava 2% ante a lira turca, para novas máximas recordes, enquanto se valorizava 1,5% ante o peso mexicano e 2,5% contra o rand sul-africano.

A corrida por dólares se dá em meio ao aumento das taxas de retorno dos títulos soberanos americanos, referência para a renda fixa global. O rendimento do título do Tesouro de dez anos bateu na máxima 3,059% ao ano, maior nível desde julho de 2011. O mercado se ressente ainda de incertezas geopolíticas, do embate comercial entre China e Estados Unidos e da desaceleração da economia europeia, onde até a potência Alemanha fraquejou.

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