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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

UOL News Economia #14: Saiba ter renda mensal com Tesouro, ação e fundo imobiliário

29/06/2022 04h00

Tiago Reis, da Suno Research, é o convidado desta conversa do podcast UOL News Economia sobre como investir para um dia poder viver de renda. Esse cenário é possível montando uma carteira de investimentos diversificada com ações, para ter a renda dos dividendos, e fundos imobiliários, para receber aluguéis mensais. Mas vale incluir a renda fixa nessa estratégia?

Na 2ª temporada, o programa UOL News Economia traz —em oito episódios— o passo a passo para viver de renda. Sempre às quartas-feiras.

Você quer investir para um dia poder viver de renda? Esse cenário é possível, montando uma carteira de investimentos diversificada com ações, para ter a renda dos dividendos, e fundos imobiliários, para receber aluguéis mensais. Mas vale incluir a renda fixa nessa estratégia?

Incluir títulos do Tesouro com juros semestrais

Seria uma boa ideia comprar títulos do Tesouro Direto com juros semestrais, receber os rendimentos semestralmente e reinvestir o dinheiro em ativos com liquidez diária, para usar a grana todo mês?

Para Reis, incluir esse tipo de título na carteira para viver de renda é uma boa estratégia.

"Para quem não aguenta lidar com a volatilidade da renda variável, sugere-se ter uma participação maior em títulos públicos. É uma alternativa para quem quer viver de renda", diz.

Segundo ele, os títulos públicos no Brasil pagam uma rentabilidade acima da média global.

Vale combinar os 3 tipos de investimento?

"É uma boa combinação [ações, fundos imobiliários e títulos com juros semestrais]. Quem fizer uma diversificação nestas categorias, certamente vai ter uma rentabilidade no longo prazo melhor do que a maior parte dos investidores brasileiros", afirma.

Perfil do investidor determina onde investir

Reis lembra que o perfil do investidor deveria influenciar a composição da carteira de investimentos dele.

Segundo o especialista, o perfil de risco é influenciado por vários fatores, como a fase da vida do investidor, o gosto ou não pela instabilidade, a necessidade de caixa etc.

"Mas é o perfil de risco que deveria determinar a composição de ativos na carteira", declara.

Por onde começar a investir na renda variável?

Reis diz que o investidor iniciante na renda variável deveria começar pelas ações de menor risco.

"Um setor que tem muitas ações com perfil de menor risco é o elétrico, além dos grandes bancos. São empresas que têm um risco menor. Para quem está começando, em vez de nadar em alto-mar, é melhor começar a nadar no raso", declara.