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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Ação da locadora Movida acumula ganhos no ano; é uma boa oportunidade?

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Imagem: Divulgação
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Márcio Anaya

Jornalista especializado em Economia, com pós-graduação em Mercado de Capitais pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) – USP. Trabalhou como repórter e editor de companhias abertas por cerca de 20 anos, integrando as redações da Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Atua desde 2018 como colaborador de portais de investimento e entidades sem fins lucrativos

Colaboração para o UOL, de São Paulo

03/05/2022 09h00

Esta é uma versão online resumida da edição desta semana da newsletter A Companhia, que detalha os dados de uma empresa em destaque no mercado. Para assinar o boletim semanal e ter acesso ao conteúdo completo, clique aqui.

Nesta semana, o destaque na newsletter A Companhia fica por conta da Movida (MOVI3), escolhida pelo time de Research do PagBank.

A corretora destaca que as locadoras de veículos ganharam bastante visibilidade na bolsa brasileira nos últimos anos, devido a mudanças na mentalidade de consumo do brasileiro, que não tinha o hábito de alugar carro.

"Outro ponto que também alavancou o setor de locação foi o aumento no número de motoristas de Uber, que viam no aluguel uma possibilidade de trabalhar no aplicativo sem a necessidade de possuir um carro próprio."

A equipe de análise do PagBank lembra que existem três empresas desse setor listadas na B3: Movida (MOVI3), Unidas (LCAM3) e Localiza (RENT3). Todas essas ações acumulam valorização no ano, até 28 de abril, porém o destaque maior fica com a Movida, que sobe 15% no intervalo.

Saiba mais sobre a Movida

A companhia foi fundada em 2006, porém sua história mudou quando foi adquirida pelo Grupo JSL, hoje chamado de Simpar (SIMH3), em 2013. Desde então, a empresa vem evoluindo consideravelmente, se tornando um dos principais players do segmento.

A Movida atua em três frentes, sendo o aluguel de carros para pessoa física a mais conhecida - identificada como RAC (rent-a-car).

Outro segmento é o GTF (gestão e terceirização de frotas), que consiste no aluguel de veículos para empresas e representa um dos negócios mais importantes para o grupo, pois possui as maiores margens de ganho e uma boa previsibilidade de receita.

Por fim, a empresa vende modelos seminovos, atividade cujo objetivo não é a geração de lucro, mas sim a renovação da frota operacional de veículos com custo mais baixo.

Por que as ações da Movida são uma oportunidade para investir?

O PagBank lembra que, recentemente, houve uma forte alta nos preços de veículos novos e seminovos, impulsionada pela falta de semicondutores no mundo. "Isso motivou muitas pessoas e empresas a buscarem o serviço de locação de carros e frotas, acelerando a tendência de mudança de hábito do brasileiro em relação ao carro próprio."

A alta da taxa básica de juros (Selic) também afastou os consumidores do financiamento automotivo, fazendo com que a demanda por carros de aluguel crescesse, afirma a corretora.

Outro ponto positivo para a Movida é sua capacidade de repassar custos para os clientes, diz o PagBank, fazendo com que o efeito da inflação seja menor sobre seus negócios. A companhia também se beneficia da alta do preço dos carros usados, pois compra sua frota nova com desconto diretamente das montadoras e revende seus seminovos por valores mais altos.

O time de Research do PagBank destaca ainda que as três principais empresas do segmento possuem pouco mais de 60% do mercado, enquanto o restante é fragmentado entre as pequenas locadoras. "Com isso, entendemos que no longo prazo as líderes possam continuar crescendo através da compra de concorrentes de menor tamanho, aumentando assim a concentração de mercado."

Pontos a favor

  • Capacidade de repassar custos;
  • Possibilidade de crescimento orgânico (inaugurações de lojas) e inorgânico (aquisições de concorrentes);
  • Foco na rentabilidade;
  • Crescimento do segmento de gestão e terceirização de frotas, com maior previsibilidade de resultados.

Pontos contra

  • Crise nos semicondutores pode fazer com que a empresa tenha dificuldades em renovar a frota;
  • Hábito do consumidor pode mudar novamente;
  • Entrada das próprias montadoras como competidoras;
  • Setor de capital intensivo.

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