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Mude essas três atitudes se quiser ter dinheiro sobrando no final do mês

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Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

24/09/2020 04h00

É comum, assim que recebemos nosso salário, já sairmos pagando as contas, indo atrás de pendências para resolver e de comprar coisas nas quais estávamos de olho. Manter essas atitudes, infelizmente, é a garantia que você tem de continuar cavando ainda mais o buraco das suas finanças.

Hoje eu trouxe, neste artigo, algumas atitudes fundamentais para você começar a ter mais dinheiro para fazer o que gosta, poder investir no que realmente deseja e, claro, para conseguir pagar todas as suas contas em dia. Bora descomplicar!

1. Pague-se primeiro

Essa é uma das lições mais básicas e, ao mesmo tempo, a mais importante nas finanças. Não pague suas contas logo que o salário entrar na sua conta. A única coisa que irá fazer neste momento é pagar a pessoa mais importante do mundo: você mesmo.

No mundo ideal, esse pagamento deveria ser de entre 10% a 20% dos seus ganhos. Porém, sabemos que a realidade não é tão fácil assim e, portanto, se você não conseguir economizar esse montante, comece com menos: 1%, 4%, 7%, e vá aumentando aos poucos.

O importante aqui é o ato de separar uma parte dos seus ganhos e reservá-la para construir o seu futuro. Não é para gastar esse dinheiro, é para investi-lo. Somente dessa maneira você tem a certeza de que terá um futuro muito mais tranquilo e com um dinheiro guardado para isso.

2. Prepare-se para o próximo mês

Após o ato de se pagar primeiro, tem que cumprir com as obrigações e pagar as contas. Pegue um caderno, o computador, o celular, tanto faz onde irá anotar, e, enquanto você vai pagando suas obrigações, anote um por um dos valores gastos. Sei que a princípio parece um grande trabalho, mas você fazendo isso uma vez já vai conseguir perceber a diferença na sua vida financeira nos próximos meses.

Se você conversar com seus familiares e amigos sobre planejamento financeiro, provavelmente 90% vão responder que não faz ideia ao certo de quanto gasta e de quanto ganha. É o que eu chamo de viver no achismo: "Eu acho que gasto tanto e acho que ganho tanto".

Só de colocar suas contas no papel, já conseguirá descobrir o quanto está gastando de verdade no mês e, assim, conseguirá enxergar o que pode eliminar, diminuir ou substituir. Tendo isso em mãos, é possível também saber de antemão o quanto irá gastar nos próximos meses e já se preparar para possíveis novos gastos.

É legal separar as contas de acordo com categorias. Por exemplo: contas da casa, contas de transporte, educação, mercado, cartões. Assim, fica muito mais fácil ver onde estão os exageros e cortá-los.

3. Separe dinheiro para se divertir

De nada vai adiantar você ter seu planejamento se o primeiro item que pensa em tirar dos seus planos é o seu lazer. Não faça isso de jeito nenhum. Por pior que esteja sua situação, nada justifica apenas acordar, trabalhar, receber seu salário, pagar contas e começar tudo de novo.

É necessário um tempo para se divertir, para ter uma descontração na vida e fazer o que motiva você. Por menor que seja esse gasto: um sorvete no final de semana, uma ida ao cinema, um passeio de carro pela cidade, não corte isso jamais da sua vida.

Se tomar essa atitude drástica, o impacto no seu bolso será muito pequeno. Rotineiramente, as contas com alimentação, transporte, água, luz etc. são maiores que o que você gasta com o seu lazer. Então, não comece tirando o que traz alegria para seus dias. Lembre-se sempre: pessoas felizes e motivadas vão mais longe do que as que não se divertem.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL