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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Minhas ações caíram! E agora, o que fazer?

 Andriy Onufriyenko/Getty Images
Imagem: Andriy Onufriyenko/Getty Images
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Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

24/02/2021 04h00

Depois de uma sequência de altas, a Bolsa apresentou uma grande queda devido às intervenções do governo federal na Petrobras. Nesses momentos, os investidores que estão iniciando em renda variável cometem um dos maiores erros: vender os ativos no prejuízo quando a Bolsa cai.

Esse é um erro muito comum, principalmente quando se começa na renda variável sem o conhecimento necessário para operar esses ativos. O iniciante acredita que a queda é motivo para venda, independente dos fatores que levaram ao prejuízo. Felizmente isso não é verdade, pois existem diversos motivos para uma ação cair e nem todos significam que o investidor deve vender a ação.

Renda variável é longo prazo

A primeira coisa que é preciso entender é que a renda variável é investimento de longo prazo e isso significa investir agora para colher os frutos em 10-20-30 anos. No curto prazo tudo pode acontecer com os seus ativos, inclusive ficarem negativos por meses ou até anos. Cabe ao investidor entender que esse é um risco inerente à renda variável.

A decisão de venda é algo que deve ser analisado de forma individual para cada ação. É preciso entender quais foram os motivos que levaram essa empresa a cair e o que isso significa para a ação no futuro.

A queda da ação pode ser em decorrência de fatores externos à empresa, por exemplo uma notícia que abala o mercado todo, sem poupar nenhuma ação específica. Alguns investidores aproveitam esse momento para comprar mais ações por preços mais baratos.

Mudanças podem ocorrer

Outra razão para a queda da cotação pode ser algo que afeta diretamente a empresa, como a mudança de gerência ou um grande prejuízo nas suas operações. Neste caso, é importante avaliar se vale a pena manter essa empresa. Cuidado para não se precipitar, pois é inevitável que notícias ruins apareçam na história do ativo e nem sempre significam que a empresa vai continuar inviável.

O mais importante nos dois casos é ter calma nessa situação. Vender no desespero é a pior coisa que você pode fazer no momento da queda. Estude muito bem a empresa por trás da ação antes de decidir a compra ou venda do ativo.

Vá com calma

Não invista em ações se você ainda não está confortável com a ideia e a possibilidade de perder dinheiro no curto prazo. Investir na renda variável é um exercício de paciência e se você conseguir passar por esses momentos de turbulência sem se precipitar vai ter um bom retorno daqui a alguns anos.

O mais importante é ter uma estratégia clara de investimentos. Foque em empresas que tenham lucros, boa gestão e poucas dívidas. Não significa que você nunca vai ter prejuízo com ações dessas empresas, mas a chance de aparecerem más notícias seguindo esses indicadores é menor.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL