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Seguro de vida cresce quase 12% em 2020, mas você sabe para que ele serve?

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

18/11/2020 04h00

Em um ano em que tanto falamos de saúde, finanças e futuro, os seguros de vida passaram a ser cada vez mais procurados. Segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), a receita do segmento de seguros de vida cresceu 11,7% no acumulado de janeiro a setembro quando comparado ao mesmo período de 2019.

Outro seguro muito procurado foi o prestamista, um produto que dá tranquilidade ao segurado e aos beneficiários indicados de ter uma dívida quitada em caso de imprevistos, como invalidez, desemprego involuntário ou mesmo morte. A receita cresceu 3,6% no acumulado do ano comparado a 2019.

A Susep não divulga o total de contratos ou segurados e, por isso mesmo, o crescimento do setor é acompanhado pela evolução da receita. O próprio órgão define seguros como sendo "um contrato mediante o qual uma pessoa denominada segurador, se obriga, mediante o recebimento de um prêmio, a indenizar outra pessoa, denominada segurado, do prejuízo resultante de riscos futuros, previstos no contrato".

O mercado anda aquecido, mas os termos ainda confundem e mais ainda: você saberia dizer para que serve e quando contratar um seguro de vida? Por isso, separei abaixo as dúvidas mais comuns sobre o produto:

Seguro de vida é um investimento?

O seguro de vida não é um investimento no sentido clássico. O órgão que acompanha o mercado, inclusive, é a Susep e não a CVM. No entanto, ele é um passo importante no planejamento financeiro no sentido de que ele protege o segurado e seu patrimônio de imprevistos. Além disso, o seguro de vida pode ainda garantir a manutenção do padrão de vida. Caso tenha uma internação, por exemplo, há coberturas que garantem o pagamento de uma indenização pelo período, o que faz com que você não consuma suas reservas.

Seguro de vida só é usado em morte?

Não, pelo contrário. Hoje em dia há seguros com diversas coberturas em vida, como doenças graves, invalidez ou mesmo perda de renda.

Como é calculado um seguro de vida? O que é análise de risco?

Cada caso é um caso e, por isso mesmo, é importante conversar com um especialista para entender as necessidades e situações das quais a pessoa quer se proteger. Em geral, o cálculo considera as situações das coberturas e o risco delas acontecerem de acordo com o seu perfil. É feita uma análise de risco para se chegar a um valor de cobertura e do prêmio (a quantia mensal que você paga para ter direito ao seguro).

O que é um seguro de vida resgatável e como ele funciona?

É um tipo de seguro de vida que oferece a opção de resgatar a reserva acumulada em uma data futura. Ou seja, a pessoa pode usar o dinheiro ainda em vida, depois de certo tempo, caso não tenha tido os imprevistos listados na apólice e, por consequência, não tenha recebido a indenização prevista na cobertura.

Seguro de vida entra em herança?

O seguro de vida não entra em inventário e, por isso, mesmo é usado por algumas pessoas como uma maneira de transmitir parte da herança sem que os herdeiros tenham de pagar imposto sobre o dinheiro.

O seguro de vida é dedutível do Imposto de Renda?

Não, é um produto simples em termos tributários. Você não precisa declarar o seguro de vida no Imposto de renda, pois não terá dedução. Em contrapartida, a indenização do seguro, quando paga, também não é tributada.

Mais dúvidas sobre seguro de vida podem ser tiradas no nosso YouTube, no qual temos uma playlist de vídeos sobre o produto. Também envie suas dúvidas pelo Instagram.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.