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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Fase emergencial fecha o comércio e dificulta nossa vida. Como sobreviver?

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César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

17/03/2021 04h00

A nova fase emergencial vigente no estado de São Paulo impede o funcionamento normal de várias atividades comerciais e de serviços. E isso se repete em várias regiões do Brasil.

A situação financeira dos comerciantes e profissionais autônomos já não andava nada boa. Agora, a chance de piorar aumentou, e muito.

No vídeo abaixo, conversei com o economista e psicoterapeuta Fabiano Calil, autor do best-seller A ponte e o remador. O bate-papo foi muito instrutivo e falamos sobre planejamento financeiro durante a pandemia e como sobreviver a mais uma rodada de fechamento do comércio.

O que muda?

Inicialmente prevista para o período entre 15 e 30 de março, a fase emergencial prevê, dentre outras medidas:

  • Toque de recolher entre às 20h e às 5h.
  • Proibição de cultos e missas.
  • Proibição do uso de praias.
  • Suspensão de jogos de futebol e outros esportes coletivos.
  • Home office obrigatório de atividades não essenciais.
  • E ainda há telefone para denunciar aglomerações.

Para verificar todas as regras, veja aqui a matéria dedicada ao tema.

O dinheiro acabou! E agora?

Infelizmente, esta é a realidade de muitos brasileiros que viram sua renda reduzir ou até zerar, seja um pequeno empresário, profissional autônomo ou funcionário de uma empresa que passa por dificuldades com atividades restritas e portas abaixadas.

Para as pessoas que já se enquadraram nas regras para o recebimento do auxílio emergencial no ano passado, uma notícia traz algum alento: o Congresso promulgou a PEC Emergencial, que viabiliza a volta do auxílio emergencial.

Na melhor hipótese (R$ 375), o auxílio emergencial representa apenas 34% de um salário-mínimo.

O maior valor (R$ 375) deve ser pago a mulheres chefes de família, mas outros detalhes ainda não foram divulgados.

Segundo o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo quer que o valor saia ainda em março, mas provavelmente só deve ser pago em abril.

O que podemos afirmar é que em outros países o auxílio emergencial foi essencial para garantir que as pessoas conseguissem ficar em casa na pandemia mantendo os gastos básicos.

Se você já recebeu o benefício em 2020, é quase certo que voltará a recebê-lo este ano, o que pode ser insuficiente, porém é de grande importância.

Essa crise e a resposta tardia e insuficiente do governo, tanto para o combate à pandemia como para respaldar a população brasileira quanto a seus reflexos econômicos, só reforçam a importância de se construir um colchão de segurança financeira.

Sim, eu sei que este momento pode ser inoportuno para começar a poupar e investir, mas certamente seria mais fácil passar por tudo isso se o brasileiro tivesse o hábito (e a possibilidade) de construir sua reserva de emergência.

Se a culpa por esta crise certamente não é sua e nossos políticos têm parte relevante da responsabilidade pelo prolongamento de seus efeitos adversos, eu diria que, de agora em diante, é prudente tomar a dianteira de sua vida financeira para que seu futuro dependa cada vez menos de um governo eficiente.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL