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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Saiba em quanto tempo você dobraria o dinheiro investido em cada aplicação

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César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

23/07/2021 04h00

O que interessa na hora de investir é ver o dinheiro crescer na conta, certo?

Por isso, vou mostrar quanto tempo demora para o seu dinheiro dobrar de valor em diferentes investimentos, desde a Poupança, passando por Tesouro Direto e até CDBs.

Todas as contas do vídeo aqui em cima foram feitas já descontando impostos e taxas para você ter o dobro do dinheiro livre para você usar como quiser!

Poupança

Na Caderneta de Poupança, o investimento mais popular entre os brasileiros, não há incidência de Imposto de Renda nem qualquer outra taxa.

Infelizmente, ela rende bem pouco!

Considerando o nível da Selic atual, a rentabilidade da chamada Nova Poupança é de 2,975% ao ano, equivalente a 70% da rentabilidade da Selic, ou um terço a menos.

Ao fazer qualquer aporte, esse dinheiro demoraria 24 anos para dobrar de valor.

Para ver a continha bem simples que ajudará você a saber quantos anos seriam necessários para dobrar seu capital em qualquer investimento não deixe de conferir o vídeo no topo deste artigo.

Contas remuneradas

Várias contas remuneradas rendem 100% do CDI que, por sua vez, têm rentabilidade 0,1% ponto porcentual abaixo da Selic. Ou seja, hoje apresentariam rentabilidade de 4,15% ao ano.

Depois de descontar o Imposto de Renda, a rentabilidade seria de 3,5%.

Para dobrar seu capital nesse investimento seriam necessários 20 anos. Quatro a menos que na Poupança!

Tesouro Selic

Outro investimento bastante popular é o Tesouro Selic, que também é adequado para sua reserva de emergência por ter liquidez diária.

Essa aplicação tem rentabilidade igual à Selic vigente mais um bônus, que resultou em aproximadamente 3,54% ao ano antes de descontar a alíquota de Imposto de Renda. Depois desse desconto, o retorno esperado (em caso de Selic inalterada nos próximos anos) seria de 3,9%.

Com essas condições, parar dobrar seu dinheiro investido seriam necessários 19 anos. Cinco anos a menos do que na Poupança.

Tesouro IPCA

Ainda no Tesouro Direto há investimentos que sempre terão rentabilidade acima da inflação.

Em uma dessas aplicações, a rentabilidade combinada é justamente a alta de preços medida pelo IPCA acrescida de um bônus de 5,75% ao ano.

Se considerarmos inflação média de 5% em cada ano (abaixo dos mais de 8% que vemos atualmente), o retorno seria de 10,75% ao ano, sendo de 9,1% depois do desconto do Imposto de Renda.

Dessa maneira, seriam necessários oito anos para dobrar o capital investido. São 16 anos a menos que na Poupança.

CDB Prefixado

Na renda fixa privada há CDBs com excelentes rentabilidades!

Eu encontrei um com retorno de 13,5% ao ano, que depois do desconto do Imposto de Renda se transforariam em rentabilidade de 11,5% todo ano.

Com isso, seriam necessários sete anos para dobrar seu dinheiro investido. São 17 anos a menos que a Poupança!

E o mais incrível é que a cada novos sete anos seu dinheiro dobra de valor mais uma vez!

Por exemplo: ao investir R$ 1 mil, depois de sete anos você teria R$ 2 mil. Mais sete anos e teria R$ 4 mil. Outros novos sete anos e teria R$ 8 mil.

Reparou que em 21 anos, ao investir R$ 1 mil, você teria R$ 8 mil nesse CDB, enquanto teria apenas R$ 2 mil na Poupança?

É muita diferença, não é mesmo?

Para aprender a fazer essa conta sozinho e analisar seus investimentos, confira o vídeo no topo desta matéria.

Também há CDBs que garantem rentabilidade sempre acima da inflação com ótimos retornos e a economista Yolanda Fordelone mostra exatamente isso no vídeo aqui embaixo.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL