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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Contra a alta de preços, CDBs de inflação viram moda no mercado

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

20/07/2021 04h00

Quem está de olho nas plataformas de investimentos já deve ter reparado uma mudança significativa na renda fixa: o conhecido CDI tem sido substituído como indicador de referência nos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Cada vez mais bancos oferecem CDBs atrelados à inflação, mais especificamente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Mas cadê o CDI? A coluna explica abaixo o que é o CDB, quanto o investimento tem rendido e por que houve a substituição.


O que são CDBs?

O CDB é um dos investimentos de renda fixa mais conhecidos do brasileiro. Criado em julho de 1965, começou a ser emitido por bancos um ano depois.

Ainda assim, não havia tantas opções no mercado. A inflação elevada e a constante troca de moeda faziam as pessoas pouparem ainda menos que hoje.

Desde então, vieram o Plano Real, a criação de metas de inflação e toda uma reorganização econômica que fez com que a taxa básica de juros (Selic) caísse.

Com a popularização dos investimentos, os CDBs caíram no gosto do investidor.

CDBs são depósitos a prazo porque representam empréstimos feitos do investidor aos bancos. Estes, por sua vez, se comprometem a devolver, no futuro, o dinheiro mais juros proporcionais. Tudo isso com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de até R$ 250 por instituição financeira.

A aplicação pode ser prefixada (juro fixo) ou pós-fixada, seguindo alguma taxa.

Por muito tempo, a maioria dos CDBs ficou atrelada ao CDI, uma taxa de juros muito próxima à Selic.

O que é IPCA?

Há muitas maneiras de medirmos a inflação: IPC, INCC, IGP-M, entre outros. Mas a inflação ao consumidor oficial do país é o IPCA.

Tal indicador é calculado com famílias que ganham de um a 40 salários mínimos, sendo bem representativo.

A inflação, como sabemos, aumentou muito nos últimos meses, tendo ultrapassado a casa de 8% no acumulado de 12 meses.

Qual é a rentabilidade dos CDBs de IPCA?

Os CDBs de inflação são considerados híbridos porque pagam um juro fixo mais IPCA do período. Atualmente, o juro fixo tem girado em torno de 5%.

Em outras palavras, esse é o rendimento real da aplicação, o que fica acima da inflação.

O CDB é interessante justamente por garantir a manutenção do poder de compra da pessoa: se os preços subirem o dinheiro guardado acompanha.

Por que o mercado mudou a referência?

A inflação anda bem alta, mas no longo prazo tende a se acomodar. Se o futuro repetir o passado, veremos que são poucos os anos que ultrapassam os 10% ao ano.

Desde a criação do real, foram três anos: 1995 (22,41%), 2012 (12,53%) e 2015 (10,67%).

Você investe em CDBs? De qual tipo? Responda abaixo ou nas nossas redes sociais (Instagram ou YouTube).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL