PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

Econoweek

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Aprenda a calcular sua inflação pessoal e entenda como tudo está mais caro

Conteúdo exclusivo para assinantes
César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

13/08/2021 04h00

A alta de preços é de 9%, mas tudo parece bem mais caro! Como calcular sua inflação pessoal?

A inflação medida pelo IPCA chegou a 9% em 12 meses até julho!

"Aqui perto de casa os preços subiram muito mais! Será que esses números estão certos ou estão tentando me enganar?"

Essa dúvida é pertinente, mas pode ficar tranquilo porque a alta média de preços do Brasil medida pelo IPCA é essa mesma. Isso não significa, entretanto, que sua inflação pessoal seja igual a essa.

Agora, vou mostrar a você como calcular sua inflação pessoal. No vídeo acima, gravamos a tela mostrando as contas de quanto os preços subiram para você e onde investir para ter retornos superiores à inflação.

O que é IPCA?

O IPCA é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Ele é calculado mensalmente pelo IBGE e leva em conta a variação de preços de um mês para o outro de tudo o que o brasileiro costuma consumir: bens ou serviços.

São levadas em conta as alterações de preços de itens consumidos pelo brasileiro com renda familiar entre um e 40 salários-mínimos, que nem sempre é a mesma coisa que você consome.

Se a inflação difere de pessoa para pessoa, tampouco é homogênea entre as regiões brasileiras!

Como calcular sua inflação pessoal?

No site do IBGE, basta buscar as informações da inflação acumulada nos últimos 12 meses e de seus principais grupos. São eles:

  • Alimentação e bebidas
  • Habitação
  • Artigos de residência
  • Vestuário
  • Transportes
  • Saúde e cuidados pessoais
  • Despesas pessoais
  • Educação
  • Comunicação

De acordo com a metodologia do IPCA, para cada uma dessas categorias de gastos há um peso no orçamento médio do brasileiro.

Para descobrir o peso de cada gasto no seu orçamento é bastante simples! É só anotar e categorizar seus gastos habituais de acordo com as mesmas classificações do IPCA e dividir a soma de cada grande grupo pelo total gasto no período.

Por exemplo, se a somatória dos gastos com alimentação e bebidas foi de R$ 500 e o gasto final do mês foi de R$ 1.000, o peso desse grupo é de 50% das suas despesas.

Em seguida, basta multiplicar esses pesos encontrados pela inflação em 12 meses de cada um dos mesmos grupos divulgada pelo IPCA. Se quiser ser ainda mais preciso, dá para usar as informações de inflação regional, que são diferentes da alta média de preços brasileira.

Ao somar esses números encontrados, você chegará à sua inflação pessoal.

Parece complicado, mas não é! No vídeo do topo deste artigo eu mostrei as contas e a minha inflação pessoal que calculei foi de 10,5%, acima da inflação média brasileira divulgada pelo IPCA.

Como se proteger da inflação?

Uma das maneiras de se proteger da inflação, além de cortar gastos, é investir no Tesouro IPCA!

Como sempre mostramos na comunidade Econoweek, esse não é o único investimento que pode fazer seu dinheiro render mais que a alta de preços, mas garante sempre um rendimento igual ao da inflação mais um bônus, como mostramos no vídeo a seguir.

Faça parte da comunidade Econoweek nas nossas redes sociais (Instagram ou YouTube) para acompanhar mais dicas de inteligência financeira como essa.

PUBLICIDADE

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL