Ações de Eike disparam após notícia de acordo com BNDES; OGX salta 18%
As ações das empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, dispararam nesta segunda-feira (15), após um jornal noticiar que o BNDES adiou prazos, estendeu recursos e relaxou exigências em contratos de financiamento firmados com as companhias do grupo.
A ação da petrolífera OGX (OGXP3) liderou os ganhos do Ibovespa (principal índice da Bolsa), ao disparar 18,6%, a R$ 0,51; a mineradora MMX (MMXM3) teve forte alta de 17,09%, a R$ 1,37; e a empresa de logística LLX (LLXL3) saltou 12,12%, a R$ 0,54. Enquanto isso, o Ibovespa fechou em alta de 2,65%, aos 46.738,9 pontos.
Fora do Ibovespa, a CCX (CCXC3), de mineração de carvão, fechou com forte alta de 8,11%, a R$ 0,80; a OSX (OSXB3), de construção naval, avançou 7,27%, a R$ 1,18; só a MPX (MPXE3), de energia, caiu 0,82%, a R$ 7,24.
Com o preço dos papéis muito próximo ou abaixo de R$ 1, as oscilações tendem a ser bastante intensas. Diferenças de poucos centavos podem causar grande variação percentual.
Contratos de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sofreram alterações de prazos, recursos e exigências para beneficiar empresas do bilionário Eike Batista, de acordo com reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".
Segundo a reportagem, foram firmados 15 contratos no valor de R$ 10,7 bilhões com empresas do grupo entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, com garantias como ações das próprias companhias ou bens que ainda seriam adquiridos.
Uma das prorrogações de contrato teria sido assinada a apenas quatro dias do prazo em que a empresa deveria ter feito o pagamento.
Em nota ao jornal, o BNDES afirma que as alterações em contratos decorrem de "especificidades" e que as condições facilitadas são resultado de benefícios sociais provocados pelos investimentos.
O BNDES declarou ainda ter tido prejuízo de R$ 462 milhões, ou 54% do que foi investido nas empresas do grupo EBX.
(Com Reuters)
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