Bolsa sobe 3%, após 4 quedas, e avança 6% no mês; Petrobras e Vale disparam

Do UOL, em São Paulo

Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (29) em alta de 2,89%, a 42.793,86 pontos, após uma sequência de quatro quedas. Na sexta-feira, a Bovespa havia caído 0,7%.

Após três meses de perdas, a Bolsa encerrou fevereiro com valorização de 5,91%, maior alta mensal desde abril do ano passado (+9,93%). No ano, porém, ainda acumula perda de 1,28%.

A alta de hoje foi puxada pelo desempenho positivo da maioria das ações listadas no Ibovespa. Das 61 ações que compõem o índice, apenas duas terminaram o dia no vermelho (leia mais abaixo)

Dólar volta a fechar acima de R$ 4

No mercado de câmbio, o dólar comercial teve alta de 0,15%, cotado a R$ 4,004 na venda. A moeda voltou a fechar acima dos R$ 4 pela primeira vez desde 19 de fevereiro. Esse foi o segundo avanço seguido --na sexta-feira havia subido 1,21%.

Apesar de subir no dia, a moeda encerrou fevereiro com desvalorização de 0,52%, após três meses seguidos de alta. No ano, no entanto, acumula valorização de 1,41%.

Petrobras salta 6,68%

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com direito a voto em assembleia, encerraram a sessão com alta de 6,68%, a R$ 7,35. Os papéis preferenciais (PETR4), com prioridade na distribuição de dividendos, avançaram 5,54%, a R$ 5,14.

Além da alta nos preços do petróleo no mercado internacional, também influenciou o termo de compromisso assinado pela empresa com um banco chinês, na sexta-feira, para empréstimo de US$ 10 bilhões.

Vale dispara 7%

As ações da mineradora Vale também dispararam nesta sessão. Os papéis ordinários da companhia (VALE3) saltaram 7,36%, a R$ 11,81, e os preferenciais (VALE5) ganharam 5,94%, a R$ 8,56.

A empresa ficou entre as maiores altas do Ibovespa, apesar de ter perdido o selo de bom pagador pela agência de classificação de risco Moody's na última sexta-feira.

Oi despenca 16%

O destaque negativo do dia foi da operadora de telefonia Oi. Os papéis ordinários da empresa (OIBR3) tiveram a maior queda do Ibovespa: -16%, a R$ 1,26.

As ações da empresa ainda sofriam influência após a desistência do fundo russo LetterOne de apoiar uma possível fusão com a concorrente TIM. A Oi também sofreu corte de sua nota de crédito, de "BB" para "B", pela agência de classificação de risco Fitch, com observação negativa.

Bolsas internacionais

A maioria das Bolsas da Europa fechou em alta. Apenas a Bolsa da Alemanha teve queda. 

  • Espanha: +1,34%;
  • Portugal: +1,21%;
  • França: +0,90%;
  • Itália: +0,80%;
  • Inglaterra: +0,02%;
  • Alemanha: -0,19%
As Bolsas da Ásia e do Pacífico encerraram o dia sem tendência definida. A Bolsa da China perdeu quase 3%.
  • Cingapura: +0,65%;
  • Taiwan: +0,54%;
  • Austrália: +0,02%;
  • Coreia do Sul: -0,18%;
  • Japão: -1%;
  • Hong Kong: -1,3%;
  • China: -2,87%

(Com Reuters) 

 

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