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Dólar vai a R$ 3,387 e sobe 6,2% no mês, maior alta mensal em mais de 1 ano

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta quarta-feira (30) em queda de 0,25%, a R$ 3,387 na venda. 

Com isso, a moeda norte-americana encerra novembro com valorização de 6,18%. É a maior alta mensal desde setembro de 2015 (9,33%).

No ano, o dólar acumula queda de 14,2%. Na véspera, o dólar havia subido 0,33%. 

Alta do petróleo

O dólar foi influenciado pela forte alta dos preços do petróleo, em dia de reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

De acordo com fonte ouvida pela agência de notícias Reuters, a Opep fechou seu primeiro acordo para corte de produção desde 2008. A fonte disse que o acordo está em linha com o que já havia sido firmado na Argélia em setembro.

A proposta é reduzir a produção em cerca de 1 milhão de barris por dia.

"O salto dos preços do petróleo mostra que o mercado está otimista com um acordo de corte da produção", disse um operador de uma corretora à Reuters.

PEC dos gastos públicos

O Senado aprovou na véspera, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Teto, que limita os gastos públicos. A proposta ainda passará por uma segunda votação.

O congelamento dos gastos é a principal medida do governo do presidente Michel Temer para tentar fazer com que a economia volte a crescer.

A aprovação da PEC no Senado gerou certa tranquilidade no mercado, que estava apreensivo de que a crise política que atingiu o governo na semana passada pudesse atrapalhar o avanço da proposta.

A crise levou à demissão de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo e atingiu também o presidente Michel Temer.

Atuação do BC

Pela sexta sessão, o Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio.

PIB emenda 10ª queda

Nesta sessão, investidores também analisaram dados sobre o PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A economia brasileira continuou encolhendo, piorando a sequência de quedas que já era a maior dos últimos 20 anos. O PIB caiu 0,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Na comparação de um ano atrás, com o terceiro trimestre de 2015, o PIB caiu 2,9%.

Nessa comparação anual, é a décima queda seguida. Em relação ao trimestre anterior, o PIB sofreu seu sétimo recuo consecutivo. Em ambas as medições, trata-se da maior sequência de resultados negativos em 20 anos, desde 1996, quando começou a atual pesquisa.

(Com Reuters)

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