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Dólar cai 1,36%, a R$ 3,547, maior queda em quase 3 meses; Bolsa sobe 1,89%

Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (10) em queda de 1,36%, cotado a R$ 3,547 na venda, após três altas seguidas. É a maior queda percentual diária da moeda desde 14 de fevereiro (-2,27%). Na véspera, o dólar fechou em R$ 3,595, maior valor em quase dois anos. 

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou alta de 1,89%, a 85.861,2 pontos, no terceiro avanço consecutivo. Na véspera, a Bolsa havia subido 1,58%.

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Gol dispara 7%

Entre os destaques da Bolsa, as ações da Gol subiram 7,17%, na maior alta do dia. Os papéis foram influenciados pela desaceleração nos preços do petróleo nesta sessão, uma vez que o principal custo para as companhias aéreas é o combustível, e também pela desvalorização do dólar nesta quinta.

As ações da Petrobras (+5,95%), do Itaú Unibanco (+2,73%), da mineradora Vale (+2,29%) e do Bradesco (+2,01%) também registraram alta. Por outro lado, os papéis do Banco do Brasil (-3,67%) fecharam em queda. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Juros nos EUA

O mercado foi influenciado pela divulgação de dados sobre a inflação nos Estados Unidos, que acelerou menos que o esperado. Com a inflação menor, investidores veem menos chances de o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) aumentar os juros no país. Taxas maiores nos EUA tendem a atrair para lá recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro.

Apesar disso, investidores ainda acompanhavam possíveis novas sanções econômicas ao Irã, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonar o acordo nuclear com o país do Golfo Pérsico nesta semana. Com a saída dos EUA, a produção e exportação de petróleo do Irã pode ser afetada.

Com menos oferta de petróleo no mercado, os preços da matéria-prima tendem a subir, o que pode impactar a inflação norte-americana e levar o país a acelerar o ritmo de alta dos juros. 

(Com Reuters)

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