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Bolsa tem pior semana em quase 7 meses; dólar atinge maior valor em um mês

Do UOL, em São Paulo

01/03/2019 17h16Atualizada em 01/03/2019 18h35

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, emendou a terceira queda e fechou em baixa de 1,03%, a 94.603,75 pontos. Assim, a Bolsa termina a semana com perda acumulada de 3,35%. É a maior queda semanal em quase sete meses: na semana encerrada em 10 de agosto de 2018, o índice caiu 6,04%.

dólar comercial fechou em alta 0,72%, cotado a R$ 3,78 na venda, no segundo avanço consecutivo. É o maior valor de fechamento em mais de um mês, desde 22 de janeiro (R$ 3,806). Com isso, a moeda acumulou valorização de 1,05% na semana.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Os mercados ficarão fechados na segunda-feira (4) e na terça (5) no Brasil por causa do Carnaval. Na quarta-feira (6), os mercados abrem mais tarde, a partir das 13h.

Petrobras cai 2,2% e CSN salta 5,9%

Entre os destaques da Bolsa, as ações da Petrobras (-2,21%), do Bradesco (-1,66%), e do Itaú Unibanco (-1,05%) e da Vale (-0,76%) terminaram o dia em queda. Por outro lado, os papéis do Banco do Brasil (1,4%) fecharam em alta. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

No maior avanço do dia, as ações da siderúrgica CSN subiram 5,89%, enquanto os papéis da Eletrobras caíram 3,8%, na maior baixa desta sessão.

Reforma da Previdência

Investidores observavam possíveis desdobramentos ligados à reforma da Previdência. A expectativa é que a proposta comece a avançar de fato na semana após o Carnaval, com a instalação de comissões na câmara dos Deputados.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de rever alguns pontos da reforma, entre eles a redução da idade mínima para as mulheres de 62 para 60 anos, além de possíveis concessões no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pensão por morte.

"Que existe 'gordura para queimar' não é segredo nem novidade, mas incomodou aos analistas a antecipação da postura de negociação mesmo antes da CCJ da PEC, o que indicaria relativa fraqueza do governo na tarefa de entregar uma reforma dura e efetiva", avaliou a corretora H.Commcor em nota.

"O cenário continua bem delicado, as declarações recentes mostram que [Bolsonaro e a equipe econômica] estão batendo cabeça sobre idade mínima, que ainda não há um consenso", afirmou o gerente de câmbio da Tullett Prebon, Ítalo Abucater, acrescentando que essa etapa precisa ser superada para que se possa começar a pensar nos votos necessários para aprovar a reforma.

Guerra comercial

No exterior, o mercado acompanhava o noticiário sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar desistir de acordo se ele não for bom o bastante.

Apesar disso, o assessor econômico da Casa Branca Larry Kudlow disse ontem à rede de televisão CNBC que o progresso na semana passada "foi fantástico", acrescentando que os países estão caminhando em direção a um acordo memorável e histórico.

(Com Reuters)

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