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Bolsa sobe mais de 2% pelo segundo dia seguido; dólar cai 1,39%, a R$ 4,048

Do UOL, em São Paulo

21/05/2019 17h10Atualizada em 21/05/2019 17h57

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, terminou o dia em alta de 2,76%, a 94.484,63 pontos, na maior alta em dois meses, desde 11 de março, quando o índice subiu 2,79% no dia. Foi também o segundo dia seguido de alta forte, depois de a Bolsa acumular perda de 4,52% na semana passada e atingir o menor nível no ano. Ontem, o Ibovespa subiu 2,17%.

O dólar comercial fechou em queda de 1,39%, cotado a R$ 4,048 na venda. Foi o primeiro recuo depois de cinco altas seguidas e a maior queda em quatro meses, desde 31 de janeiro, quando a moeda norte-americana caiu 1,77% frente o real.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

BB sobe 5,7%, Petrobras avança quase 4%

As estatais tiveram forte alta no dia. Banco do Brasil ganhou 5,71%, enquanto Petrobras avançou 3,8%.

Também fecharam com altas expressivas as ações do Bradesco (4,12%) e do Itaú Unibanco (3,84%) e da Vale (1,41%).

Liderando as altas da Bolsa, as ações da CSN encerraram o pregão com ganho de 7,99%. Essas empresas têm grande peso no Ibovespa.

Maior otimismo com reformas

Os investidores avaliam que o governo tem melhorado seu posicionamento e diálogo em relação à aprovação da reforma da Previdência, que está atualmente em tramitação no Congresso Nacional. Isso ajudou na melhora dos principais índices financeiros nesta sessão.

Ontem, o presidente da República, Jair Bolsonaro, aliviou o tom ao dizer que valoriza o Parlamento e que os deputados e senadores terão a palavra final sobre o texto da reforma da Previdência.

Agência mantém nota baixa do Brasil

Hoje, a agência de classificação de risco Fitch informou que manteve a nota de crédito soberano do Brasil em "BB-", com perspectiva estável: a nota está três degraus abaixo da faixa chamada de grau de investimento.

Alto endividamento do país e a dificuldade em aprovar reformas como a da Previdência, que ajudariam a equilibrar os gastos, estão entre as razões mencionadas pela agência para não dar uma nota melhor.

Trégua no exterior

Um desempenho melhor em Bolsas do exterior também ajudou os mercados brasileiros.

Os Estados Unidos amenizam temporariamente as restrições comerciais à chinesa Huawei, em meio a uma guerra de ameaças e tarifas entre o governo americano e o chinês que vem se acirrando nas últimas semanas.

Atuação do BC

O Banco Central vendeu todos os 5.050 swaps cambiais tradicionais ofertados em leilão para rolagem do vencimento em julho.

Além disso, o BC fez mais um leilão extra de até US$ 1 bilhão com compromisso de recompra. A medida, já realizada ontem, foi anunciada após a disparada do dólar na semana passada, quando a moeda passou dos R$ 4 pela primeira vez desde as eleições do ano passado.

(Com Reuters)

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