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Dólar fecha o dia a R$ 4,206, máxima histórica do Plano Real; Bolsa cai

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo

18/11/2019 17h01

Resumo da notícia

  • Dólar subiu 0,3%, a R$ 4,206 na venda
  • Recorde é apenas nominal, não considera a correção pela inflação
  • Para bater recorde real, dólar teria que ultrapassar R$ 10,81
  • Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,27%, aos 106.269,25 pontos

O dólar comercial voltou a subir pelo quarto dia e fechou em alta de 0,3%, a R$ 4,206 na venda. A cifra é a maior alcançada pela cotação para um encerramento de dia durante o Plano Real.

O maior valor da moeda norte-americana até então era de 13 de setembro de 2018. Naquela data, o preço no fim do dia foi de R$ 4,196.

Mas o recorde de hoje é apenas nominal, ou seja, não considera a correção pela inflação. Para bater o recorde real, o dólar teria que ultrapassar hoje a marca de R$ 10,81, segundo cálculos da empresa de informações financeiras Economatica.

O Ibovespa, principal indicador de desempenho da Bolsa brasileira, encerrou o dia em queda de 0,27%, aos 106.269,25 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Guerra comercial e decisão do STF

O dólar chegou a cair durante a sessão, mais cedo, após a agência estatal chinesa Xinhua informar que EUA e China mantiveram "negociações construtivas" sobre comércio em um telefonema no sábado.

Mais tarde, contudo, o canal de TV CNBC relatou que o humor em Pequim sobre um acordo comercial com os Estados Unidos é pessimista, devido à relutância do presidente norte-americano, Donald Trump, em retirar tarifas, o que diminuiu um pouco o otimismo sobre o tema.

No cenário doméstico, segundo Ricardo Gomes da Silva, da Correparti Corretora, estava no radar dos investidores o julgamento do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma decisão que determinou o envio à corte de relatórios elaborados pelo antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), atual Unidade de Inteligência Financeira do Banco Central.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, havia determinado que o BC enviasse à corte todos os Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e das Representações Fiscais para Fins Penais (RFFP) realizados nos últimos três anos, medida que pode colocar em risco informações privadas de mais de 600 mil pessoas.

"Como é polêmico, não há previsão de encerramento do tema no STF", comentou Gomes da Silva. "(A decisão de Toffoli) piorou o ambiente, mas no mercado vamos ter que esperar para ver como isso vai reverberar."

O Banco Central vendeu nesta segunda-feira 4 mil contratos de swap cambial reverso e US$ 200 milhões em moeda spot, de oferta de 12 mil e 600 milhões, respectivamente. A autarquia vendeu ainda 8 mil contratos de swap tradicional para rolagem do vencimento janeiro 2020.

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