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Dólar chega a bater R$ 4,38, mas cai após atuação do BC e fecha a R$ 4,336

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa refere-se ao dólar comercial; para turistas, esse valor é sempre maior - Getty Images/Bill Oxford
O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa refere-se ao dólar comercial; para turistas, esse valor é sempre maior Imagem: Getty Images/Bill Oxford

Do UOL, em São Paulo

13/02/2020 17h01Atualizada em 13/02/2020 18h47

O dólar comercial fechou o dia em queda de 0,34%, cotado a R$ 4,336 na venda, após ter duas altas seguidas e bater seu recorde nominal (sem levar em conta a inflação) na véspera. O dólar havia começado em dia em alta e chegou a atingir R$ 4,384, mas passou a cair após atuação do Banco Central (saiba mais abaixo). No ano, o dólar acumula valorização de 8,04% em relação ao real.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também fechou em baixa, com perda de 0,87%, aos 115.662,40 pontos. Com isso, a Bolsa se mantém praticamente estável em 2020, com leve alta de 0,01% desde o início do ano.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Atuação do BC

O Banco Central vendeu contratos de swap cambial para tentar segurar a alta do dólar. Foi a primeira injeção líquida de moeda via swaps cambiais em um ano e meio. Desde agosto de 2018 a autoridade monetária não fazia tal operação. Naquele mês, o BC vendeu um total de US$ 1,5 bilhão nesses ativos.

"Claramente foi o leilão de swap anunciado para hoje que gerou esse movimento [de queda], mesmo que temporariamente", afirmou Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, à agência de notícias Reuters.

Segundo o especialista, é provável que o BC atue novamente caso o dólar volte a ter alta excessiva. "Se o BC percebe disfuncionalidade de mercado, ele atua", afirmou.

Repercussão sobre fala de Guedes

O dia começou com o dólar em alta no mercado global, mas no Brasil teve como pano de fundo comentários feitos na véspera pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em que voltou a defender o dólar mais alto. Em evento em Brasília, Guedes afirmou que, quando o dólar estava próximo a R$ 1,80, as exportações caíam, mas o país tinha "todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia".

Na sequência, o ministro tentou se explicar, dizendo que a taxa de câmbio estava tão valorizada que todo mundo estava indo para a Disneylândia, inclusive as classes sociais mais baixas.

Poucas horas depois, questionado sobre o movimento do câmbio e o potencial efeito dos comentários de Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o importante para o BC é como isso afeta as expectativas de inflação, que, reiterou, estão ancoradas.

Estrategistas do Morgan Stanley avaliaram que a recente depreciação do real esteve ligada à percepção de que o BC estava "confortável" com o atual patamar de câmbio —entendimento reforçado pelas falas tanto de Campos Neto quanto de Guedes na noite da véspera.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não comentou o caso, mas afirmou que o dólar está "um pouquinho alto".

*Com Reuters

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