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Bolsas da Ásia e da Europa desabam com petróleo; Japão fecha em queda de 5%

Mulher vestindo máscara passa em frente a tela mostrando dados da Bolsa da Indonésia, em Jacarta, em dia de caos nos mercados mundiais - Adek Berry/AFP
Mulher vestindo máscara passa em frente a tela mostrando dados da Bolsa da Indonésia, em Jacarta, em dia de caos nos mercados mundiais Imagem: Adek Berry/AFP

Do UOL, em São Paulo

09/03/2020 07h47

As Bolsas asiáticas caíram com força hoje, uma vez que os temores sobre o impacto econômico da epidemia do coronavírus foram exacerbados pela forte queda dos preços do petróleo que afetou os mercados financeiros em todo o mundo.

O preço do petróleo no mercado internacional já vinha em queda há duas semanas, o que levou a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) a propor uma redução na produção. Mas as negociações não terminaram bem. A Rússia se recusou a apoiar os cortes e a Opep respondeu removendo todos os seus próprios limites de bombeamento.

Com o fracasso da tentativa de acordo, a Arábia Saudita decidiu no domingo (8) diminuir os preços do petróleo que exporta. A disputa comercial com a Rússia fez a cotação da matéria-prima ter a maior queda desde a Guerra do Golfo.

Nesta segunda-feira, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 3,42%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 3,01%.

Houve queda generalizada entre os setores, pressionados pelo de matérias-primas.

No dia, investidores estrangeiros venderam ações-A no valor de mais de 12 bilhões de iuanes (US$ 1,73 bilhões) através do Stock Connect que liga a China continental a Hong Kong em meio a uma corrida para comprar ativos menos arriscados.

Ainda assim, as perdas foram limitadas em comparação com outros mercados, com o número de novos casos do vírus na China caindo e as expectativas de mais suporte por Pequim para ajudar a economia.

  • Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 5,07%, a 19.698 pontos
  • Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 4,23%, a 25.040 pontos
  • Em Xangai, o índice SSEC perdeu 3,01%, a 2.943 pontos
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 3,42%, a 3.997 pontos
  • Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 4,19%, a 1.954 pontos
  • Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 3,04%, a 10.977 pontos
  • Em Singapura, o índice Straits Times desvalorizou-se 6,03%, a 2.782 pontos
  • Em Sydney o índice S&P/ASX 200 recuou 7,33%, a 5.760 pontos

Bolsas europeias têm quedas expressivas

As ações europeias caíam com força hoje, com o índice de referência STOXX 600 em território baixista à medida que os temores de uma recessão global eram ampliados por uma queda de 25% nos preços do petróleo e um bloqueio no norte da Itália para conter o surto de coronavírus.

Às 8h08 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 6,38%, a 1.341 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 6,32%, a 344 pontos, atendendo aos critérios comuns de uma mudança para um ambiente ainda maior de baixa, implicando uma queda de 20% em relação a máximas de todos os tempos.

O índice estava a caminho de sua maior queda percentual desde junho de 2016, quando o Reino Unido votou para sair da União Europeia.

O índice de petróleo e gás da Europa caía 13% depois que a Arábia Saudita iniciou uma guerra de preços de petróleo com a Rússia, cortando seu preço de venda oficial e esboçando planos para um aumento na produção de petróleo no próximo mês.

Todos os subsetores europeus estavam no vermelho, com mineradoras, montadoras, bancos e seguradoras, sensíveis ao crescimento, caindo entre 6% e 8%.

Os setores defensivos, considerados mais seguros em tempos de incerteza econômica, também registravam leves perdas.

  • Em Londres, o índice Financial Times recuava 6,40%, a 6.048 pontos
  • Em Frankfurt, o índice DAX caía 6,73%, a 10.764 pontos
  • Em Paris, o índice CAC-40 perdia 6,89%, a 4.784 pontos
  • Em Milão, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de 9,87%, a 18.747 pontos
  • Em Madri, o índice Ibex-35 registrava baixa de 6,71%, a 7.813 pontos
  • Em Lisboa, o índice PSI20 desvalorizava-se 6,84%, a 4.351 pontos

Bolsas do Golfo derretem

As Bolsas do Golfo também operavam em baixa expressiva após a queda do preço do petróleo. A Bolsa da Arábia Saudita, a mais importante do Golfo, recuava 9,4%.

As ações da gigante do petróleo Saudi Aramco caíram 10% pela segunda sessão consecutiva, muito abaixo do preço de entrada na Bolsa em dezembro (32 rials).

Nos países do Golfo, as negociações na Bolsa são automaticamente suspensas quando uma ação ou toda a Bolsa caem 10% ou registram alta de 15%.

O principal índice da Bolsa do Kuwait (Premier Index) registrou queda de 10,3% e as negociações foram suspensas.

Dubai perdia 9%, o menor nível em sete anos, mas as autoridades suspenderam as negociações para a maioria dos valores após quedas de 10%.

A Bolsa de Abu Dhabi recuava 8,2% e registrou o menor nível em quatro anos, enquanto a praça do Catar recuava 9,3%.

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* Com Reuters e AFP

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