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Bolsa sobe 2,42% na semana e bate recorde; dólar cai 2,64% e vai a R$ 5,21

Ibovespa fecha com 125.561,37 pontos e bate recorde registrado em 8 de janeiro - Cris Fraga/Estadão Conteúdo
Ibovespa fecha com 125.561,37 pontos e bate recorde registrado em 8 de janeiro Imagem: Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

28/05/2021 17h20Atualizada em 28/05/2021 18h55

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta 0,96%, alcançando a pontuação recorde de 125.561,37 pontos. O recorde é nominal, ou seja, não considera a inflação. O recorde de fechamento anterior era de 125.076,63 pontos, registrado em 8 de janeiro.

O desempenho de hoje coroa uma semana positiva para o índice, que acumulou alta de 2,42% desde segunda-feira (24). No mês e no ano, o balanço também é azul — 5,61% e 5,5%, respectivamente.

Destaque para as ações da Petrobras (PETR3) e da WEG (WEGE3), que subiram 5,78% e 4,85% na sessão de hoje. As maiores baixas, em contrapartida, ficaram com Sabesp (SBSP3) e Azul (AZUL4): -4,74% e -3,94%.

Já o dólar comercial terminou o dia em queda de 0,82%, cotado a R$ 5,212 na venda — o menor valor desde 14 de janeiro, quando a moeda americana fechou a sessão vendida a R$ 5,21. Só nesta semana, o dólar acumulou perdas de 2,64%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

IGP-M puxou real

Entre os fatores que contribuíram para a queda do dólar — ou a valorização do real —, o estrategista-chefe do banco Mizuho, Luciano Rostagno, explicou que a aceleração do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), conhecido como "inflação do aluguel", a 4,10% em maio, refletiu em uma disparada nos preços das commodities.

"A gente teve o IGP-M um pouco acima do esperado, o que deu alguma força para o real. Os sinais de inflação [em alta] aumentam a expectativa de que o Banco Central não vai fazer uma pausa no seu ciclo de normalização da política monetária", explicou.

No início de maio, o BC anunciou a segunda alta consecutiva de 0,75 ponto percentual nos juros básicos da economia (Selic), para 3,50% ao ano, e indicou a intenção de fazer um novo ajuste da mesma magnitude no mês que vem. O ciclo de altas, segundo a autarquia, visa a uma normalização parcial da política de juros, mas a linguagem adotada pode ser alterada em caso de mudança de cenário.

Um cenário de juros mais altos no Brasil tende a favorecer a moeda doméstica, especialmente se os custos dos empréstimos continuarem baixos nos Estados Unidos, já que pode atrair investidores estrangeiros em busca de retornos maiores.

(Com Reuters)

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