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Bolsa sobe 6,2% e tem melhor mês desde dezembro; dólar cai 3,8%, a R$ 5,225

Em 2021, o Ibovespa soma alta de 6,05%, percentual pouco menor do que o acumulado em maio (6,16%) - Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo
Em 2021, o Ibovespa soma alta de 6,05%, percentual pouco menor do que o acumulado em maio (6,16%) Imagem: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

31/05/2021 17h21Atualizada em 31/05/2021 20h04

O Ibovespa encerrou o mês em alta acumulada de 6,16%, aos 126.215,73 pontos, renovando o recorde nominal (sem descontar a inflação) alcançado na última sexta-feira (28). É a maior alta mensal desde dezembro de 2020 (9,3%). Só hoje, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) subiu 0,52%, e chegou ao seu quarto pregão consecutivo de valorização.

Maio é o grande responsável pelo balanço — até aqui — positivo registrado pelo indicador em 2021. No ano, o Ibovespa soma alta de 6,05%, percentual pouco menor do que o acumulado neste mês.

Já o dólar comercial quebrou uma sequência de três baixas consecutivas e fechou a segunda-feira em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,225 na venda. O desempenho de hoje, porém, não foi suficiente para minimizar a forte queda somada em maio, de 3,81% — o segundo mês seguido de perdas. Foi a maior queda mensal desde novembro do ano passado (-6,83%).

Mesmo com o balanço mensal vermelho, o ano continua mais positivo para o dólar, que acumula valorização de 0,70% frente ao real no período.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Inflação nos EUA preocupou

A grande protagonista de maio foi a inflação nos Estados Unidos, que causou preocupação nos investidores quanto à possibilidade de um aperto monetário precoce pelo Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano).

Embora dados recentes tenham indicado alta dos preços nos EUA, algumas autoridades tranquilizaram o mercado ao afirmarem que enxergam o pico na inflação como temporário. Por outro lado, outros funcionários do Fed já começaram a reconhecer que estão mais próximos de um debate sobre quando retirar parte de seu nível de suporte à economia, ainda que concordem que a ajuda é necessária.

"Nos EUA, a inflação acima das expectativas não parece levar o Fed a repensar, por ora, sua estratégia de política monetária", opinaram à Reuters analistas da XP Investimentos, destacando que "os bancos centrais seguem indicando que devem aceitar um nível mais alto de inflação no curto prazo para garantir a recuperação econômica".

A manutenção da política monetária expansionista com juros baixos nos EUA tende a favorecer ativos de países emergentes — como o real —, uma vez que os investidores vão buscar retornos maiores fora dos mercados americanos.

Também contribuiu para a valorização da moeda brasileira a perspectiva de aumento nos juros básicos da economia (Selic), hoje em 3,50% ao ano, o que também pode ajudar a atrair capital estrangeiro. Em menor escala, há ainda uma melhor percepção sobre o cenário local à medida que a reforma administrativa começa a ganhar tração no Congresso e o debate sobre a reforma tributária se solidifica.

(Com Reuters)

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