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Dólar tem 1ª queda desde junho e fecha a R$ 5,174; Bolsa sobe 1,73%

Queda de 1,55% registrada hoje é a maior perda percentual diária desde 6/05, quando o dólar caiu 1,62% - NurPhoto via Getty Images
Queda de 1,55% registrada hoje é a maior perda percentual diária desde 6/05, quando o dólar caiu 1,62% Imagem: NurPhoto via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

12/07/2021 17h23Atualizada em 12/07/2021 17h38

Após emendar oito altas consecutivas, o dólar registrou hoje a primeira baixa do mês, fechando o dia cotado a R$ 5,174 na venda. A queda de 1,55% é também a maior perda percentual diária desde 6 de maio, quando a moeda americana caiu 1,62% e chegou aos R$ 5,278.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, abriu a semana em forte alta de 1,73%, aos 127.593,83 pontos, recuperando-se das perdas de 1,72% acumuladas na semana passada.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Tendência revertida

Pela manhã, o dólar chegou a registrar valorização de mais de 1% frente ao real, em meio ao clima político tenso em Brasília enquanto, no exterior, investidores acompanhavam com cautela a disseminação da variante delta do coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia e foco de preocupação dos países por sua alta transmissibilidade.

À Reuters, Alexandre Netto, head de câmbio da Acqua-Vero, chamou a atenção para o fato de que sexta-feira (9) — feriado em São Paulo — foi um dia positivo para os mercados financeiros internacionais. Ele também disse que alguns investidores esperavam esse movimento de recuperação do real após consecutivas perdas diárias nos últimos pregões.

Brasília em foco

Investidores têm chamado a atenção para os ruídos políticos domésticos como fator de impulso para a busca por segurança nos últimos dias, em meio à escalada das tensões entre Executivo e os outros dois poderes.

Na sexta, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por ser contrário à adoção de um "comprovante" a ser impresso após a votação em urna eletrônica. No mesmo dia, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que o Congresso repudia qualquer especulação sobre a não realização das eleições de 2022.

"As tensões políticas fazem, sim, um pouco de preço", disse Netto, destacando que muitos investidores já estão de olho no pleito do ano que vem, que pode trazer muita volatilidade para os mercados.

Além disso, ele explicou que a proposta de reforma tributária do governo — que inclui, entre outros pontos, a taxação sobre dividendos pagos a investidores — também tem ajudado a direcionar os ganhos recentes do dólar.

(Com Reuters)

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