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Dólar cai a R$ 5,14 e fecha 6ª semana de perdas; Bolsa encerra em baixa

Lee Jae-Won/Reuters
Imagem: Lee Jae-Won/Reuters

Do UOL, em São Paulo

18/02/2022 17h26Atualizada em 18/02/2022 18h15

Após alta ontem, o dólar retomou a baixa que vinha tendo essa semana e encerrou o dia em queda de 0,52%, cotado a R$ 5,14 na venda. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), terminou o dia em uma redução de 0,57%, aos 112.879,85 pontos — mesmo assim, a variação mensal ficou positiva em 0,66%, e a anual teve ganho de 7,69%.

Ante a semana passada, o dólar apresentou baixa de 1,95%. No comparado com janeiro, a moeda norte-americana teve desaceleração de 3,13% e, em relação a 2021, 7,82%.

Hoje, a moeda norte-americana fechou sua sexta semana consecutiva de desvalorização frente ao real, em meio à percepção de juros domésticos atrativos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Dólar vai cair mais?

Apesar da tendência de desvalorização do dólar, profissionais de mercado ouvidos pelo UOL dizem que, se ocorrer uma queda maior o suficiente chegar aos R$ 5, é difícil de sustentar a moeda abaixo desse valor.

Isso se deve, especialmente, aos juros. O principal motivo por trás da queda do dólar é o aumento dos juros, segundo profissionais de mercado. Ao longo de 2021, a taxa básica de juros (Selic) pulou de 2% para 9,25%. Na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central neste ano, em 2 de fevereiro, a taxa subiu mais, indo a 10,75%.

Instituições financeiras e consultorias dizem que o Banco Central deve continuar elevando os juros, até 12,25%, pelo menos, para tentar conter a inflação.

Quanto maior a taxa de juros, maior o ganho oferecido pelas aplicações de renda fixa no Brasil. Isso aumenta o interesse de investidores brasileiros e estrangeiros por essas aplicações aqui no país.

Isso atrai dólares para o país. Dados do BC mostram que neste ano, até 4 de fevereiro, as entradas líquidas -já descontadas as saídas- chegaram a US$ 9,5 bilhões. Para comparar, ao longo de todo 2021, o fluxo financeiro foi negativo em US$ 3,7 bilhões.

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