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Com queda de 0,59%, dólar fecha a R$ 4,915; Bolsa encerra em alta

Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

22/03/2022 17h32

Na quinta perda consecutiva, o dólar caiu 0,59% e ficou cotado a R$ 4,915, mantendo o preço abaixo dos R$ 5 assim como nesta segunda-feira (21). Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou em alta de 0,96%, aos 117.272,44 pontos —portanto, a variação mensal teve ganho de 3,65% e a anual subiu 11,88%.

O fechamento de hoje da Bolsa é o maior desde 6 de setembro de 2021, quando o índice alcançou 117.868,63 pontos. No dia seguinte, 7 de setembro, a Bolsa encerrou com a mesma quantidade de pontos, já que não operou por ser feriado nacional.

Ante a semana passada, o dólar apresentou baixa de 2,01%. No comparado com fevereiro, o dólar teve desaceleração de 4,66% e, em relação a 2021, 11,85%.

Ontem, a moeda norte-americana fechou abaixo dos R$ 5 pela primeira vez desde o fim de junho do ano passado. Hoje, o dólar alcançou o menor patamar desde 24 de junho do ano passado, quando chegou a R$ 4,904. Flertou com os R$ 4,90 durante o dia, em meio à percepção de um cenário doméstico atraente para investidores estrangeiros, mas continuava a caminho de registrar seu quinto pregão seguido de desvalorização.

Às 11:25 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,35%, a R$ 4,9262 na venda. Na mínima do dia, a divisa chegou a cair 0,77%, a R$ 4,9053.

No entanto, após tocar esse nível, o dólar ganhou fôlego e chegou a devolver completamente as perdas ante o real, atingindo R$ 4,9450 no pico da sessão, variação positiva de 0,03%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Fatores internos e externos

A moeda norte-americana fechou em baixa em nove das 11 semanas completas do ano até agora, e, no acumulado de 2022, perde mais de 11% contra o real, deixando a divisa doméstica com a melhor performance global no período.

Há expectativas de que os juros básicos subirão ainda mais. A mais recente pesquisa semanal Focus, do Banco Central, mostrou que a projeção de economistas para o patamar da Selic ao fim deste ano chegou a 13%, diante de novos saltos nos prognósticos de inflação.

Ao mesmo tempo, várias commodities —matérias-primas, como milho e petróleo— dispararam desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, conflito que ainda não parece perto de acabar. Especialistas explicam que a valorização desse tipo de produto tende a aumentar o ingresso de dólares em países exportadores, principalmente da América Latina, região vista como menos vulnerável aos riscos geopolíticos.

*Com informações da Reuters

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