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Empresa faz colchão gourmet customizado que tem até motor e custa R$ 25 mil

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • João Pedro Alencar/Divulgação

    Felipe Pedroso reestruturou a empresa dos pais e lançou a franquia Cia do Sono

    Felipe Pedroso reestruturou a empresa dos pais e lançou a franquia Cia do Sono

Fundada em 1987, a Cia do Sono vivia momento difícil em 2012, quando Felipe Pedroso, 35, assumiu a função dos pais no comando da empresa. Pouco produtiva e sem foco de vendas, a fábrica de colchões da família estava perto de fechar quando o jovem empresário resolveu apostar na personalização.

Nascia ali a ideia do "colchão gourmet", produzido sob medida para cada cliente. O modelo mais caro tem até motor para reclinar e custa R$ 25 mil. Hoje a empresa tem 30 franquias e um faturamento de mais de R$ 15 milhões.

São dois modelos de negócio. A microfranquia de venda direta custa a partir de R$ 21 mil (taxa de franquia e capital de giro, não precisa de ponto comercial), tem faturamento médio mensal de R$ 25 mil, lucro de 25% (R$ 6.250) e retorno previsto entre dois e cinco meses.

A franquia de loja tem investimento inicial a partir de R$ 140 mil (com custos de instalação, taxa de franquia e capital de giro). O faturamento médio mensal é de R$ 60 mil, com lucro de 20% (R$ 12 mil). O retorno é previsto entre 14 e 20 meses. Os dados foram fornecidos pela empresa.

Colchões de R$ 900 a R$ 25 mil

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O colchão articulado com motor, controle remoto e tratamento ortopédico é o mais caro

A empresa faz colchões de espuma, de mola e ortopédicos. Os preços variam de R$ 900 para um colchão de solteiro com espuma de simples a R$ 25 mil, caso de um colchão de casal king size, com tratamentos ortopédicos e articulado –possui um motor acionado por controle remoto que faz subir as costas ou as pernas.

Os tratamentos ortopédicos disponíveis são variados: o perfilado terapêutico é uma espuma com relevos que promovem uma espécie de massagem; a magnetoterapia usa imãs para criar um campo magnético com propriedades relaxantes; e o infravermelho longo, que produz uma radiação a partir do calor do corpo trazendo benefícios ao metabolismo.

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O mesmo colchão pode ter espuma com densidades diferentes de cada lado, nas camadas intermediárias (bege e cinza)

Mas o principal diferencial da empresa é a possibilidade de ter um colchão com espuma mista para um casal com pesos completamente diferentes.

"A espuma é dividida de forma distinta. O lado ocupado por um homem com mais de 90kg precisa de um material completamente diferente do ocupado por uma mulher com menos de 60kg", diz Pedroso, que identifica a forma artesanal de produção como a única capaz de proporcionar este tipo de adequação.

Por serem produtos personalizados, não há um modelo mais vendido, mas o valor médio de cada venda é de R$ 6.000, segundo o empresário.

Além disso, também fazem um "recall' do colchão, com o objetivo de manter o cliente por vários anos. "Em dez anos, o peso do cliente varia e as condições de umidade e temperatura também podem deformar a espuma. Após esse período, a gente oferece a reforma do nosso colchão por cerca de 25% do valor original."

Problema de coluna motivou negócio

A empresa nasceu por causa de um problema de coluna do pai de Pedroso, que lhe causava dores. Ao investir em um colchão ortopédico, sua saúde melhorou, e a família viu uma oportunidade de negócio.

Montaram uma fábrica em Glorinha (a 40 km de Porto Alegre) e apostaram na venda direta com catálogos. O negócio começou a crescer, ganhou muitos revendedores e abriu um showroom em Porto Alegre. Foi então que começaram as dificuldades. Pedroso diz que a empresa perdeu o foco, não havia planejamento, e era necessário profissionalizar.

Após enfrentar a resistência dos meus pais, assumi o comando em 2012 e fiz uma reestruturação. Se não fosse isso, em um ano, teríamos fechado as portas."

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Por fazer colchões personalizados, as lojas da Cia do Sono têm estoque pequeno

Setor é competitivo, mas personalização é diferencial

Para o consultor especializado em franquias Luis Stockler, da BaStockler, o segmento é competitivo, com grandes empresas consolidadas e conhecidas, como Ortobom e Castor. A possibilidade de personalização, porém, é um diferencial. "As grandes fábricas não conseguem ter essa flexibilidade e variedade. A fabricação própria possibilita isso", diz.

Ele diz que as pessoas estão dispostas a investir em colchões mais caros. "Não há nada melhor do que uma noite bem dormida, é uma questão de saúde."

Para quem pensa em entrar no negócio, porém, ele recomenda que pesquise o mercado, os concorrentes, a região em que pretende atuar e o reconhecimento da marca. "A compra de um colchão é por comparação, não por impulso. Uma marca conhecida faz diferença", declara.

Onde encontrar:

Cia do Sono: www.ciadosono.com.br

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