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Paraense fatura R$ 30 mil/mês com comida da Amazônia, como tucupi e jambu

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

A publicitária paraense Marina Cabral, 37, mudou-se para São Paulo há dez anos para trabalhar. Quando ficou grávida, resolveu investir em uma paixão antiga, que é a gastronomia da região norte do país, e abrir o seu próprio negócio.

Em janeiro do ano passado, ela criou a Combu - Produtos da Amazônia, na capital paulista, e começou a distribuir artigos típicos da sua terra natal no Estado. Atualmente ela comercializa 45 produtos. Entre eles, jambu, pimenta-cumari, farinha d'água, tucupi e polpas e sorvetes de frutas como açaí, graviola, cupuaçu e bacuri.

Ela fatura R$ 30 mil por mês e espera, a partir do ano que vem, dobrar este número. O lucro não foi revelado.

"Eu sei que é um resultado baixo para uma distribuidora, mas estamos no início. Tivemos de apresentar os produtos para muita gente. Batemos de porta em porta em restaurantes apresentando amostras dos alimentos e começamos a criar uma carteira de clientes."

Restaurantes e lojas

A empresária afirma que seu público-alvo são restaurantes, hotéis, escolas de gastronomia e o atacado, mas, aos poucos, o varejo vem ganhando espaço. "Hoje o varejo representa 40% do nosso faturamento." 

O produto mais vendido é o tucupi. Ela diz que comercializa 500 litros por mês. O litro custa R$ 26. A pimenta-cumari também é bastante solicitada. Ela é comercializada congelada e em embalagem a vácuo. O saco com 250 gramas sai por R$ 20

O item mais barato é o copo de sorvete com 100 ml (R$ 8) e o mais caro é a garrafa de cachaça jambu de 700 ml (R$ 82). Todos os produtos são de fornecedores da região norte do país. A empresa não tem nenhum produto próprio.

Cabral diz que, para começar o negócio, ela investiu R$ 250 mil em compra de equipamentos e do carro de entrega e para montagem do ponto.

Produtos da Amazônia têm forte apelo de vendas

De acordo com Wilson Borges, gestor de projetos de alimentação fora do lar do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), todos os produtos que são extraídos da região da Amazônia têm um apelo sustentável, saudável e que promove o bem-estar.

"As pessoas estão mais preocupadas com a saúde e o bem-estar, além de estarem valorizando cada vez mais os produtos locais. Saber que uma fruta ou outro alimento foi extraído da Amazônia, que é motivo de admiração do brasileiro, é muito positivo para o negócio."

O especialista alerta, no entanto, que, apesar de o consumo de produtos de outras região do país estar crescendo, para muitos, eles ainda são novidade. "É preciso educar o público, mostrar os benefícios que cada produto pode trazer e apresentar os seus sabores. E isso leva um tempo."

Escolha de fornecedor deve ser criteriosa

Segundo Borges, o empreendedor que deseja investir no segmento deve conhecer o negócio desde o cultivo. Verificar como o fornecedor trabalha, se ele tem todas as certificações necessárias para atuar na área e se cumpre a legislação vigente.

"Principalmente por estarmos falando da Amazônia, que é considerada o coração do Brasil, saber que estão cometendo irregularidades, como desmatamento irresponsável ou praticando trabalho escravo com a população local, pode acabar com a imagem da empresa."

Onde encontrar:

Combu - Produtos da Amazônia - http://www.combu.com.br

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