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Este jogo imita F1, estimula competição nas empresas e faturou R$ 500 mil

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Em apenas seis meses de funcionamento, uma empresa de jogo para motivar equipes de vendas faturou R$ 500 mil. O lucro não foi divulgado. E o motivo é a crise, segundo o empresário Leonardo Guilherme, 29, sócio da Gamific, de Uberlândia (MG).

"As empresas estão buscando ferramentas para manter ou aumentar suas vendas. O jogo engaja e cria uma competição saudável entre os funcionários, melhorando os resultados", diz.

O jogo imita uma corrida de Fórmula 1 e pode ter vários objetivos: estimular a conquista de novos clientes, a venda de produtos mais caros ou com maior margem de lucro, entre outros. Cada tarefa do funcionário no seu dia a dia de trabalho vira pontos no jogo.

É jogado pela internet –em breve, estará disponível em aplicativo para iOS e Android– e integrado ao ERP da empresa, que é o programa que concentra os dados administrativos. Dessa forma, é atualizado automaticamente e envia notificações aos jogadores sobre sua posição na corrida. Não há limite de participantes.

"Isso faz com que as pessoas se movimentem pelo objetivo. É mais eficiente do que as planilhas de meta convencionais, que o funcionário só vê uma vez por mês", declara Guilherme.

Sócio foi vendedor antes de ser empresário

Durante sete anos, ele trabalhou em uma rede de escolas de idiomas, na qual foi vendedor e coordenador de equipes comerciais. Por isso diz conhecer bem as necessidades do seu público. "Os vendedores ficam motivados no começo, depois se desinteressam, perdem o foco. Como o jogo tem o lado lúdico, o interesse é maior."

A ideia de criar algo para estimular vendedores sempre esteve na cabeça de Guilherme, mas a proposta de transformar isso em jogo surgiu do sócio Rubens Melo, 33, que conheceu a "gamificação" –importar desafios reais para um jogo– durante uma viagem ao Vale do Silício, na Califórnia (EUA).

Foram dois anos de desenvolvimento e R$ 500 mil investidos para lançar a empresa, em julho deste ano. O jogo já está em uso em 15 clientes de todo o Brasil, como empresas de telemarketing, lojas de roupa e agências de marketing digital.

O preço varia de acordo com a necessidade do cliente, mas custa, em média, R$ 50 por mês, por usuário, para uma empresa com 30 funcionários. A meta é manter o ritmo de crescimento e faturar R$ 1 milhão em 2017, segundo Guilherme.

Há oportunidades em games, mas investimento é alto

O setor de "gamificação" é promissor, de acordo com Rafael Ribeiro, diretor-executivo da ABStartups (Associação Brasileira de Start-ups). "É um mercado lucrativo e pouco explorado no Brasil, pois exige muito investimento."

Ele afirma que a mão de obra de designers, desenvolvedores, pesquisadores para entender os processos mentais dos jogadores custa caro. Além disso, é um ramo que exige inovação constante.

"O desafio de todo jogo é manter as pessoas engajadas. Elas têm interesse enquanto é novidade, depois enjoam. As empresas do ramo precisam criar novidades o tempo todo ou se dedicar à conquista de novos clientes sempre."

Onde encontrar:

Gamific: www.gamific.com.br

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