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Escola ensina aposentado, mulher e jovem a abrirem negócio e vira franquia

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    O empresário César Souza é dono da franquia de cursos EdE - Espaço do Empreendedor

    O empresário César Souza é dono da franquia de cursos EdE - Espaço do Empreendedor

O empresário César Souza inaugurou o EdE - Espaço do Empreendedor em outubro deste ano, de olho no público que, segundo ele, é o que mais empreende no Brasil: trabalhadores prestes a se aposentar, mulheres e jovens.

A escola oferece cursos para empreendedores que desejam abrir um negócio próprio ou melhorar a gestão da sua empresa. Inicialmente, as aulas estão sendo ministradas exclusivamente pela internet e custam a partir de R$ 360.

Esse valor só valerá para os primeiros meses de atuação. Depois disso, custarão R$ 480, na versão online, e R$ 660, na escola física. A primeira unidade física tem previsão de inauguração para março do ano que vem, na capital de São Paulo, e a segunda no interior. A cidade ainda não está fechada.

A partir do segundo semestre, ele afirma que serão comercializadas as primeiras franquias, que já estão em fase de negociação, para as cidades de Campinas (SP), Joinville (SC), Florianópolis (SC) e Caxias do Sul (RS). 

De outubro a dezembro, a escola recebeu 1.000 alunos. Souza diz, no entanto, que o faturamento e o lucro dos primeiros meses de operação ainda não foram fechados. "Inicialmente a nossa preocupação é estruturar o negócio."

Empresa não testou negócio antes de vender franquia

Souza diz estar tranquilo para abrir franquia com poucos meses de atuação, o que não é recomendado por especialistas, por já atuar como consultor de empresas, há mais de dez anos, e saber sobre a demanda e o potencial do negócio.

Além de comandar a nova rede, ele é presidente do grupo Empreenda, que presta consultoria para empresas de vários segmentos. "Atuo no setor há bastante tempo e já desenvolvi programa de empreendedorismo para mais de 50 mil pessoas, que atuam em 5.000 pequenas e médias empresas."

Para Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), independentemente da experiência do dono da empresa, é fundamental manter a operação em funcionamento durante um ano para testar a viabilidade de franquias.

"Por mais que haja demanda e ele tenha conhecimento, como falará sobre o capital de giro necessário para manter a franquia ao longo do ano? Ele fará uma estimativa, que pode se confirmar ou não. Além disso, é preciso acompanhar todo o ciclo da operação para avaliar erros e acertos para transmitir ao franqueado."

Veja abaixo os dados da franquia, fornecidos pela empresa. Os valores do faturamento e do lucro são estimativas baseados no plano de negócio da rede. A meta é ter 300 matrículas por mês em cada uma das unidades, somando as plataformas online e física.

  • Investimento inicial: a partir de R$ 250 mil, com custos de instalação, taxa de franquia e capital de giro;
  • Faturamento médio mensal: R$ 150 mil;
  • Lucro médio mensal: 30% (R$ 45 mil);
  • Prazo de retorno do investimento: a partir de 12 meses.

Programa será específico para cada público

"Nos programas para mulheres, estudaremos casos de empreendedoras de sucesso. O mesmo faremos com os jovens, que estudarão start-ups [empresas iniciantes de tecnologia] de jovens que conseguiram transformá-las em grandes empresas lucrativas."

Quanto aos aposentados, Souza diz que, com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, muitos profissionais já planejam abrir o próprio negócio quando se aposentar. Além disso, há também a reforma da Previdência, que vai dificultar a aposentadoria.

"Queremos conquistar o público que tem a partir de 50 anos, que ainda trabalha e pensa em ter uma empresa."

Entre os temas abordados nos cursos, estão: 

  • Impulsione seu negócio: enfrente os desafios do dia a dia com as 7 disciplinas do empreendedor
  • Jogue a seu favor: supere os desafios de trabalhar por conta própria
  • Torne-se um empreendedor: transforme seu sonho em realidade
  • Programa 50+: empreendendo a próxima etapa de vida

Mulheres, estudantes e aposentados estão em ascensão

Para Nagamatsu, a escola foca os cursos em um público que está em ascensão no empreendedorismo: mulheres, estudantes e aposentados. "São pessoas que estão abrindo cada vez mais o seu próprio negócio e  buscando qualificação com mais frequência para chegar mais fortalecido ao mercado."

O consultor afirma, no entanto, que a empresa precisa investir em inovação e oferecer algo diferente do que já existe no mercado. "As aulas para jovens, por exemplo, devem usar games para falar a linguagem deles. A utilização de muita tecnologia nos cursos para os mais velhos pode dificultar o entendimento."

Onde encontrar

Espaço do Empreendedor - http://www.ede.net.br/

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