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Largou salário de R$ 20 mil para fazer app, e, aos 25, fatura R$ 80 mil/mês

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Nichollas Marshell é dono da Appmoove, desenvolvedora do aplicativo Pare Azul

    Nichollas Marshell é dono da Appmoove, desenvolvedora do aplicativo Pare Azul

O administrador de empresas Nichollas Marshell, 25, resolveu abandonar o emprego em uma companhia de software, com um salário de R$ 20 mil por mês, para abrir o seu próprio negócio: uma empresa de tecnologia, desenvolvedora de aplicativos com foco em mobilidade urbana.

Atualmente, ele fatura cerca de R$ 80 mil por mês com a Appmoove, criadora do Pare Azul, um dos aplicativos disponíveis para comprar cartão de zona azul digital na cidade de São Paulo. O lucro não foi revelado.

Em dezembro de 2016, ele conseguiu um aporte de R$ 2 milhões de investidores para ampliar o negócio para outras cidades. No ano passado, faturou R$ 180 mil. Para este ano, a previsão é que o faturamento chegue a R$ 5 milhões, segundo ele.

A desenvolvedora, que hoje atua exclusivamente na cidade de São Paulo, está participando de licitação em mais cinco cidades brasileiras -que ele prefere não revelar- para oferecer o serviço também em outros mercados.

Primeiro aplicativo para chamar táxi não deu certo

Marshell diz que o projeto para criar a Appmoove foi feito como plano de negócio para a conclusão do curso de administração de empresas com ênfase em tecnologia da informação, na Faculdade de Tecnologia Impacta, em São Paulo, no ano de 2011.

No entanto, seu primeiro aplicativo, o Locomoove, para chamar táxi, não teve sucesso e ele precisou paralisar as atividades, em agosto de 2012. "Eu não tinha recursos próprios e não consegui investidores para dar continuidade ao projeto."

Com isso, ele voltou ao mercado de trabalho -quando entrou na empresa de software- e começou a tocar o projeto de abrir a sua própria empresa paralelamente. "Comecei a estudar novas possibilidades de desenvolvimento."

Em janeiro de 2014 ele criou o Pare Azul. Tentou levantar dinheiro com investidores para o negócio prosperar, mas não conseguiu. Em março de 2015, entrou no programa de aceleração da Samsung e da Baita Aceleradora e começou a formatar o negócio para atrair investidores. Três meses depois, pediu demissão para tocar a empresa com exclusividade.

Para tentar obter recursos da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), ele abriu oficialmente a empresa, em outubro de 2015, no Rio de Janeiro. Na época, o empresário diz que investiu R$ 80 mil que tinha economizado.

"Eu não consegui ajuda da Faperj e também tinha dificuldade para encontrar mão de obra qualificada. Soube que havia muitos profissionais no Paraná por causa da Universidade Tecnologia Federal do Paraná e resolvi transferir a sede para a cidade Campo Mourão, em julho de 2016."

Hoje, a sede e o centro de desenvolvimento ficam no Paraná, mas a empresa mantém escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ao todo são 14 funcionários. 

App indica vaga disponível na rua

Marshell afirma que seu aplicativo, além de vender cupom digital de zona azul na capital paulista, também mostra ao usuário onde tem vaga disponível, evitando a necessidade de ele ficar rodando com o carro atrás de um local para estacionar. "O usuário também consegue identifica vagas especiais para pessoas com deficiência física e idosos."

O cupom custa R$ 5 e vale por uma hora. Se o usuário comprar 10, ele paga R$ 45.

O empresário diz que também faz trabalho de consultoria de implantação de software e está desenvolvendo outros aplicativos, mas que o Pare Azul representa 90% do seu faturamento.

Empresa deve manter aplicativo sempre atualizado

Para Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o fato de o app auxiliar o usuário a encontrar uma vaga para estacionar e de ele poder pagar zona azul sem a necessidade de procurar um vendedor, é um bom chamariz para clientes.

"O app presta um serviço para o cidadão, que está cada vez mais ocupado e sem tempo para encontrar uma vaga."

Outro ponto positivo, segundo o especialista, é que o negócio vende uma tecnologia que pode ser facilmente implantada em qualquer cidade, o que aumenta o seu potencial de mercado. "Todo município quer arrecadar mais, e o aplicativo pode auxiliá-los nesse processo."

Nagamatsu afirma, no entanto, que é preciso manter o aplicativo sempre atualizado, verificando o que o mercado deseja e implantando novas soluções.

"Também deve-se fazer um trabalho de disseminação do uso da tecnologia em pequenas cidades, que estão acostumadas ao talão de papel. O empreendedor tem de formar uma equipe que vá a campo para demonstrar as vantagens de se usar o app."

Onde encontrar

APPmoove - http://www.appmoove.com.br/

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