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Padaria lança gelatina diet sabor hortelã e camomila para cães e gatos

Danylo Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Lançada em agosto, a gelatina diet para cachorros e gatos é mais uma aposta da Padaria Pet para que os donos possam oferecer aos animais de estimação alimentos parecidos com aqueles que comem. A gelatina diet é vendida nos sabores erva-doce, hortelã, camomila ou capim-cidreira. A caixinha com 20 gramas custa R$ 8,90.

O público-alvo, segundo a empresa, são pets diabéticos ou com problemas nos rins. "Como a gelatina tem uma quantidade grande de água, a hidratação ajuda a combater esses problemas", afirma Rodrigo Chen, sócio-fundador da Padaria Pet. 

As pessoas querem dar para o cachorrinho o que elas também têm acesso.

"A gelatina é uma excelente fonte de vitaminas e sais minerais, principalmente para animais com processos inflamatórios articulares em fase de crescimento", diz o médico veterinário Jorge Morais, diretor da rede Animal Place. Ele diz, no entanto, que o produto não deve ter adoçante químico nem açúcar.

O produto da Padaria Pet é desenvolvido à base de amido de milho, gelatina em pó, urucum (para dar cor) e palatabilizante (substância que melhora o paladar) de fígado. É fabricada em Cotia (31 km a oeste de São Paulo) e, por enquanto, vendida somente na loja da rua Oscar Freire, nos Jardins, zona oeste de São Paulo. O investimento não foi divulgado.

Bolo, cookies, sorvete, cerveja

A gelatina diet é o produto mais novo lançado pela empresa, que vende para os pets petiscos parecidos com aqueles que os donos costumam comer ou beber. Por exemplo, cookies, muffins, bolo, docinhos, sorvete, suco e até cerveja. A diferença é que os ingredientes são adaptados ao paladar e às necessidades dos bichos.

Por exemplo, a cerveja é um caldo de carne, com pouca concentração de levedo, sem álcool nem fermentação. Nos docinhos e bolos, usa-se mel no lugar do açúcar, e a alfarroba substitui o cacau e o chocolate. As massas levam batata-doce, cenoura e farinha de aveia, entre outros.

Os produtos representam 80% do faturamento. Os outros 20% ficam por conta dos serviços. A empresa oferece banho e tosa, aluguel de espaço e serviço de buffet para festas de aniversário, galeria de arte (um artista plástico pinta quadros a óleo reproduzindo a imagem do pet), cinema (com sessões de filmes para o cão relaxar) e adestramento.

Em 2016, a empresa faturou cerca de R$ 1,5 milhão e espera um crescimento de 10% para este ano. O lucro não foi divulgado.

Crise ajudou negócio a sair do papel

A Padaria Pet foi criada em 2015 por Rodrigo Chen e seu irmão gêmeo, Ricardo, ambos engenheiros mecatrônicos. Na época, eles tinham uma empresa de brindes, mas viram as vendas despencarem com o agravamento da crise econômica no Brasil.

Os irmãos resolveram, então, tirar do papel a ideia da padaria para cachorros. Segundo eles, a inspiração veio de uma viagem aos Estados Unidos, em 2010. "Lá encontramos uma loja de cookies para cachorros e achamos o modelo interessante", diz Rodrigo. O investimento inicial não foi revelado.

A primeira unidade foi aberta em 2015 no bairro de Pinheiros (zona oeste de São Paulo). No ano seguinte, eles inauguraram a segunda loja, na rua Oscar Freire, e transformaram a loja de Pinheiros em uma franquia.

Franquias

A expectativa dos donos é abrir mais três unidades franqueadas neste ano: na Chácara Klabin (zona sul de São Paulo), em Santos (SP) e em Vila Velha (ES). 

Há três modelos de franquia. Confira os dados fornecidos pela empresa:

Loja física

  • Investimento inicial: R$ 170 mil (inclui taxa de franquia, capital de giro e custo de instalação)
  • Royalties: 5% sobre o faturamento bruto
  • Publicidade: 1,5% sobre o faturamento bruto
  • Faturamento médio mensal: de R$ 60 mil a R$ 80 mil
  • Lucro médio mensal: de 13% a 17% do faturamento
  • Retorno do investimento: de 36 a 40 meses

Quiosque

  • Investimento inicial: R$ 120 mil (inclui taxa de franquia, capital de giro e custo de instalação)
  • Royalties: 5% sobre o faturamento bruto
  • Publicidade: 1,5% sobre o faturamento bruto
  • Faturamento médio mensal: de R$ 25 mil a R$ 35 mil
  • Lucro médio mensal: de 13% a 17% do faturamento
  • Retorno do investimento: de 36 a 40 meses

Dog Shop (microfranquia/licenciamento de marca)

Na microfranquia, o empreendedor administra uma minipetiscaria (self service) dentro de pet shops e outros estabelecimentos, tornando-se um revendedor/distribuidor de produtos. Nessa proposta, o interessado pode adquirir um móvel/petiscaria/baleiro ou food bike para ficar dentro de outros estabelecimentos.

  • Investimento inicial: R$ 3.000 (para um período de fidelidade de dois anos. Também é possível optar pela taxa de R$ 2.000, com contrato de um ano)
  • Royalties: não tem
  • Publicidade: não tem
  • Faturamento médio mensal: de R$ 12 mil a R$ 15 mil
  • Lucro médio mensal: de R$ 2.000 a R$ 4.000
  • Retorno do investimento: de 12 a 18 meses

Negócio pode sofrer com novos concorrentes

Para Jane Mary Malaguti, consultora de negócios do Sebrae-SP, a empresa enxergou um nicho de mercado que ainda não havia sido explorado, com produtos inovadores, como a gelatina diet.

"A padaria conseguiu se diferenciar num setor que está cada vez mais competitivo e que cresce em função desse movimento de 'humanização' dos pets. As pessoas estão mais preocupadas em dar os melhores produtos aos seus animais de estimação", afirma.

Segundo ela, por ser inovador, o negócio pode sofrer com a chegada de novos concorrentes. "A empresa precisa se reinventar sempre e ter uma boa gestão", diz.

Onde encontrar:

Padaria Pet - http://www.padariapet.com.br/

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