Financiar imóvel usado fica mais difícil e mais caro para a classe média
Está mais difícil --e mais caro-- para a classe média financiar um imóvel usado a partir desta semana. A Caixa Econômica Federal suspendeu na sexta-feira (3) parte da linha Pró-Cotista, que usa recursos do FGTS e tem o crédito mais barato depois do Minha Casa Minha Vida. Agora, o banco só oferece essa opção para imóveis novos.
Nos outros dois bancos que possuem a linha Pró-Cotista, Banco do Brasil e Santander, ela também está disponível apenas para quem vai comprar imóveis novos.
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Opção para quem não entra no Minha Casa
A linha Pró-Cotista tem taxa de juros a partir de 7,85% ao ano. A vantagem dela para a classe média é que aceita imóveis mais caros. Podem ser financiados imóveis de até R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até R$ 800 mil nos demais estados. No Minha Casa, o limite é de R$ 300 mil.
Além disso, o Minha Casa está disponível apenas para quem tem renda máxima de R$ 9.000, enquanto a linha Pró-Cotista não tem limite de renda.
A única exigência para usar a linha Pró-Cotista é que ter conta ativa no FGTS há pelo menos 36 meses ou ter uma conta inativa no fundo com saldo equivalente a 10% do valor do imóvel. É possível financiar até 80% do valor do imóvel novo.
BB e Santander: também só para imóveis novos
O Banco do Brasil (BB), que também tem a linha Pró-Cotista, não serve como alternativa à Caixa. O banco já havia suspenso a oferta para imóveis usados há algumas semanas por falta de recursos, mantendo a linha de crédito só para imóveis novos. Além disso, a taxa do BB é mais alta, de 9% ao ano, semelhante a outras linhas de financiamento disponíveis no mercado.
O Santander passou a oferecer a linha Pró-Cotista recentemente aos seus clientes, mas não forneceu detalhes a respeito. O UOL apurou junto a uma fonte do banco que a linha terá juros a partir de 8,4% ao ano, mas que o banco deve dar preferência a imóveis novos que já contam com financiamento da instituição.
O Bradesco informou que deve lançar sua linha Pró-Cotista no início de 2019, mas também não divulgou mais detalhes.
Alternativa: taxas a partir de 8,8% ao ano
Quem pretende financiar um imóvel usado ou não se encaixa nas exigências da linha Pró-Cotista terá que recorrer a outras opções de financiamento imobiliário oferecidas pelos bancos.
A linha mais em conta é do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que também utiliza recursos do FGTS. No Itaú Unibanco, a taxa começa em 8,8% ao ano; no Bradesco, em 8,95%; no Banco do Brasil e Santander, a taxa mínima é de 8,99% ao ano; e na Caixa, de 9% ao ano. Essas são as taxas mínimas e podem variar de acordo com o relacionamento do cliente com o banco. Todas as taxas têm acréscimo da TR (Taxa Referencial).
Assim como na Pró-Cotista, os limites para financiamento de imóveis novos ou usados pelo SFH são de até R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até R$ 800 mil nos demais estados.
Financiar imóveis acima de R$ 950 mil é mais caro
Quem pretende financiar imóveis acima de R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, ou acima de R$ 800 mil nos demais estados, deve estar preparado para gastar mais com juros.
Para esses imóveis, os bancos oferecem o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) ou Carteira Hipotecária (CH). As taxas começam em 9,3% ao ano no Itaú Unibanco; 9,35%, no Banco do Brasil; 9,45%, no Bradesco; 9,49%, no Santander; e 10% ao ano, na Caixa. Essas são as taxas mínimas e podem variar de acordo com o relacionamento do cliente com o banco.
Imóveis de ate R$ 1,5 milhão entrarão no SFH em 2019
Dependendo do valor do imóvel, quem puder esperar até o começo do ano que vem poderá economizar com os juros do financiamento.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o limite de financiamento pelo SFH para R$ 1,5 milhão. A medida valerá em todos os estados, para imóveis novos e usados, a partir de janeiro de 2019.
Em todos os bancos, as taxas de juros pelo SFH são melhores do que no financiamento pelo SFI ou CH.
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