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Veja opções para diversificar seus investimentos com fundos imobiliários

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Christian Lupinacci

Christian Lupinacci

Christian Lupinacci é analista CNPI do banco digital modalmais. Lupinacci é engenheiro mecânico pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI). Analista certificado possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. Acumulou experiência e conhecimento tendo passado por instituições como Terra Investimentos e Empiricus.

Para o UOL, em São Paulo

26/10/2020 04h00

Mês a mês realizamos o trabalho de conversar com os gestores e efetuar análises qualitativas e quantitativas, buscando as melhores oportunidades na indústria de fundos imobiliários. Esse segmento segue em franca evidência devido às atrativas formas de rentabilizar seus investimentos, ainda mais em um cenário de baixas taxas de juros como vivenciamos atualmente.

Alguns investidores buscam o segmento pensando mais a longo prazo e em ter uma renda mensal recorrente, por meio dos dividendos pagos mensalmente, que são livres de Imposto de Renda. Outros buscam oportunidades através da alta volatilidade atual das cotas desses fundos negociadas na B3. Frente a esses dois cenários, o setor se torna uma excelente alternativa para ambas as estratégias.

Para este mês, selecionamos as melhores opções que vêm se destacando ao longo do ano e também opções com boas perspectivas futuras de fundos de investimentos imobiliários para compor ou diversificar sua carteira de investimentos. Confira:

Fundos de papel (CRIs): A composição desses fundos costuma ser formada por ativos de renda fixa atrelados a índices de inflação (IPCA e IGP-M) ou ao CDI através de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Hipotecárias (LH), entre outros. Trata-se de títulos de renda fixa que pagam juros periódicos provendo o lucro do recebimento desses juros e eventualmente da negociação antecipada dos títulos.

  • Iridium Recebíveis Imobiliários (IRDM11): A estratégia de gestão do fundo busca uma rentabilidade equivalente ao IPCA + 7% ao ano já líquida de IR. O fundo teve seu início em março de 2018 e, recentemente, teve a sua sétima oferta de emissão de cotas na qual captou R$ 255 milhões, e esse recurso já está em processo de alocação pelo time de gestão.
  • FII BTG Pactual Fundo de CRI (FEXC11): Com uma carteira bem pulverizada com aproximadamente 47 CRIs (86% raiting no mínimo A) indexados aos índices de inflação (IPG-M e IPCA), a carteira do fundo possui um "duration" de 4,05 anos. A equipe de gestão sempre prioriza uma criteriosa análise de estrutura de garantias, para garantir a melhor proteção ao patrimônio dos cotistas.

Fundos de tijolo e híbrido: São fundos que possuem a maior parte em empreendimentos físicos e buscam remunerar o cotista por meio de aquisição, construção ou aluguéis provenientes dos mesmos. Existem imóveis voltados para diferentes setores de atividades, como lajes corporativas, galpões de logística, galpões industriais, agências bancárias, shoppings centers, lojas, supermercados, hospitais e universidades, entre outros.

  • CSHG Logística (HGLG11): O fundo teve seu início em 2010, tendo como objetivo comprar ou construir galpões logísticos para venda, aluguel ou arrendamento e, assim, gerar renda para seus cotistas. A carteira é composta por 75% imóveis (composto por 14 ativos espalhados por quatro estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo), 13% outros fundos imobiliários, 1,7% CRIs, 3,3% LCIs e 8% renda fixa. O fundo possui atualmente R$ 600 milhões em caixa, com uma reserva de R$ 0,90 por cota.
  • UBS (BR) Office (RECT11): O fundo investe em imóveis físicos e papéis de dívida imobiliária. Efetua ainda investimentos em fundos de renda fixa de alta liquidez. Seu foco são as lajes corporativas e os CRIs. O fundo possui nove imóveis localizados em São Paulo (maior parte), Rio de Janeiro e Distrito Federal com bons inquilinos, o que representa 82% da carteira, além de 2 CRIs (9%), renda fixa (6%) e outros ativos (3%).

Fundos de fundos (FOFs): São fundos que compram cotas de outros fundos imobiliários. Esse fundo pode ser interessante para quem está começando e não possui ainda todo conhecimento para escolher o melhor fundo para investir, transferindo para o gestor do fundo a alocação em outros fundos do setor imobiliário.

  • RB Capital I Fundo de Fundos (RFOF11): O Fundo possui 99% de todos os recursos alocados e 1% em renda fixa. Com portfólio bastante diversificado, possui alocação em 25 FIIs divididos em diversos segmentos do mercado imobiliário. Os principais segmentos alocados são recebíveis imobiliários (25,7%), lajes corporativas (25%), fundos híbridos (13%), shoppings (10,3%) e logísticos (25%). Efetuam uma gestão ativa e muito diligente. Trata-se de uma excelente oportunidade por ser um dos FOFs do mercado com a cota mais descontada e com possibilidade de valorização pelas recentes alterações em sua carteira.
  • Hedge Top FOFII 3 (HFOF11): A carteira do HFOF11 se divide entre fundos imobiliários, que são os ativos alvo e que compõem 99% da carteira do fundo, e 1% em renda fixa. Os principais segmentos alocados são os corporativos, mobiliários, shopping centers e logística industrial, além de agências, varejo e residencial. É um fundo que vem apresentando um histórico consistente sendo um dos maiores pagadores de dividendos de seu segmento.
  • Ourinvest Fundo de Fundos (OUFF11): Também possui uma carteira bem pulverizada com uma gestão muito ativa com uma excelente equipe de gestão. Os segmentos alocados são os mobiliários, logísticos, corporativos. É um fundo que vem apresentando um histórico consistente pagando bons dividendos mesmo nos períodos de alta volatilidade que enfrentamos atualmente.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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