PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

Investidores diversificam em busca de mais ganho e proteção contra inflação

Conteúdo exclusivo para assinantes
Juliana Mello

Juliana Mello

Sócia-diretora de Novos Negócios e Distribuição na Fortesec, empresa financeira especializada em investimentos imobiliários

09/11/2020 04h00

O mercado de capitais conquistou um espaço significativo recentemente. Quatro em cada dez investidores começaram a fazer suas aplicações nos últimos cinco anos, segundo pesquisa publicada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em outubro. O levantamento ouviu 5.000 pessoas em todo o Brasil e mostrou ainda que os meios digitais, como sites e aplicativos de corretoras, estão entre os principais canais de acesso aos investimentos.

Além da tecnologia, apontada no estudo, acreditamos que essa popularização dos produtos de securitização e private equity é um reflexo do aumento da disponibilidade de conteúdos dedicados à educação financeira e, claro, da queda da Selic. A taxa básica de juros da economia está atualmente em 2% ao ano, no menor nível histórico, o que torna a renda fixa tradicional pouco atrativa.

A pesquisa da CVM indicou ainda que o conhecimento dos investidores sobre esses mercados é elevado e que o público "em geral possui apetite por mais risco e diversificação de sua carteira".

Essa busca por um portfólio mais heterogêneo pelos investidores já tem efeito nas emissões. Segundo números da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as ofertas feitas pelas companhias brasileiras no mercado de capitais chegaram a R$ 84,2 bilhões no terceiro trimestre e, até setembro, somaram R$ 236,9 bilhões.

Dentre os instrumentos de securitização disponíveis no mercado, os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) tiveram destaque no período. De acordo com a Anbima, foram 188 séries emitidas, acumulando um volume de R$ 9,9 bilhões de janeiro a setembro. Já quando considerados produtos híbridos de renda fixa e variável, os fundos imobiliários também estão em alta, com volume emitido de R$ 29,7 bilhões em 2020, um avanço de 18,1% em comparação com os primeiros nove meses do ano passado.

Na Fortesec, também percebemos essa evolução. De janeiro a setembro, nossas emissões totalizaram R$ 1,5 bilhão, alta de mais de 150% sobre os R$ 586,5 milhões emitidos em igual período de 2019.

São opções que, em muitos casos, além de oferecer remunerações interessantes, são desenhadas para proteger os investimentos da inflação. E, com o investidor cada vez mais informado e com maior autonomia para tomar decisões, acreditamos que estes produtos terão cada vez mais espaço dentro das carteiras de investimentos, ainda mais se levarmos em consideração o atual cenário macroeconômico.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

PUBLICIDADE