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Quanto investir para receber R$ 1.000 por mês em fundos imobiliários?

Você sabe quanto seria necessário ter em investimentos para receber R$ 1.000 por mês? Na coluna de hoje eu trago simulações mostrando quanto seria preciso possuir, atualmente, em diferentes fundos de investimento imobiliário (FIIs), para receber esse valor todos os meses na sua conta corrente, já livre de Imposto de Renda.

Fundos de escritórios: R$ 159 mil

Em fundos imobiliários de prédios de escritório de alto padrão, chamados de "lajes corporativas", é preciso ter, hoje, investimentos da ordem de R$ 159 mil para receber R$ 1.000 por mês em proventos.

Mas saiba que esse retorno não é garantido. O número só será alcançado se os FIIs continuarem remunerando seus cotistas no mesmo ritmo dos últimos 12 meses. Isso vale para todas as simulações desta coluna.

O cálculo para FIIs de lajes corporativas levou em consideração os 13 fundos desse segmento mais negociados do país. Em média, eles estão com um retorno em dividendos (DY, na sigla em inglês) de 7,52% ao ano, livres de Imposto de Renda.

Investindo em um FII de laje corporativa, você se torna um dos donos de imóveis que são alugados como escritórios para diversas companhias. Por exemplo, comprando o fundo BRCR11, o maior em número de cotistas, você se torna um dos donos do Eldorado Business Tower, em São Paulo, e do Edifício Senado, no Rio de Janeiro, além de outros 13 edifícios.

Fundos de shopping: R$ 141 mil

No caso de investimento em fundos de shoppings centers, o valor necessário para obter um retorno de R$ 1.000 por mês seria de R$ 141 mil, se os FIIs do setor continuarem distribuindo rendimentos no mesmo ritmo dos últimos 12 meses.

Atualmente, o retorno em dividendos médio desse segmento está em 8,5% ao ano. O maior fundo de shoppings atualmente, em número de cotistas, é o XPML11, que possui 15 empreendimentos, a maior parte deles nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro.

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Antes de investir nesse setor, leve em conta a tendência de crescimento do comércio online, que pode reduzir o número de pessoas que compram em shopping centers. Por esse motivo, eu, particularmente, evito esse setor.

Mas vale dizer que as pessoas que defendem os FIIs de shopping argumentam que tais imóveis em geral são muito bem localizados, em regiões com grande fluxo de pessoas, de modo que os empreendimentos encontrarão outras formas de atrair público se as lojas físicas apresentarem dificuldade.

Fundos de logística: R$ 126 mil

Atualmente, seria preciso ter cerca de R$ 126 mil aplicados em fundos do setor de logística para receber R$ 1.000 por mês.

Mais uma vez, esse retorno não é garantido, e só ocorrerá se esses FIIs mantiverem o atual ritmo de pagamento de rendimentos. O retorno médio em dividendos desse segmento é de 9,5% ao ano.

O maior fundo de logística do Brasil em número de cotistas é o HGLG11, que hoje conta com 24 imóveis, a maior parte nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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Fundos de papel: R$ 92 mil

Investindo nos chamados "fundos de papel", será preciso ter hoje um valor bem menor do que nos demais segmentos para ter uma renda mensal de R$ 1.000. Hoje, o retorno em dividendos desse segmento está em 13% ao ano, sendo necessário R$ 92 mil aplicados para se obter aquela renda.

No entanto, saiba que esses FIIs são os mais arriscados que existem. Por exemplo, quem investiu há um ano nos fundos TORD11, HCTR11 e DEVA11 e ainda não vendeu teve uma perda de mais de 50% em valor de mercado.

Diferentemente do que acontece nos outros segmentos de FII, que são os chamados "fundos de tijolo", nos fundos de papel o investidor não se torna dono de um imóvel, mas, sim, de uma carteira de recebíveis imobiliários.

Por exemplo, você vira o credor de pessoas que financiaram a casa própria. Se houver uma inadimplência nos pagamentos das prestações dos imóveis, os cotistas passam a receber rendimentos menores e, além disso, o preço da cota do fundo cai.

Já se você investir em um fundo de tijolo, torna-se um dos donos dos imóveis pertencentes àquele FII. Nesse caso, a inadimplência é bem menos grave. Mesmo se os locatários não pagarem o aluguel, ou se o imóvel ficar vago, o imóvel não deixa de existir nem de ser seu. Basta que os administradores consigam outros locatários.

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