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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

O que está acontecendo com a Bolsa? É hora de vender ou de comprar?

Conteúdo exclusivo para assinantes

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/08/2021 04h00

A Bolsa de Valores brasileira tem registrado quedas nas últimas semanas. Com este cenário, o investidor pode estar se perguntando se é hora de comprar ou de vender ações. O assunto foi abordado nesta terça-feira (24) no Investimento Ao Vivo, programa do UOL feito em parceria com a casa de análise Levante Ideias de Investimento.

O economista Rafael Bevilacqua e a especialista em investimento Julia Reis analisaram o cenário macroeconômico que, segundo eles, está influenciando bastante o desempenho da Bolsa. O mercado chama isso de "tempestade perfeita", ou seja, a conjunção de fatores internos e externos que traz negatividade aos mercados. Veja abaixo se, em meio a essa tempestade, o que você faz com suas ações, e assista ao programa completo.

O programa Investimento Ao Vivo é transmitido quinzenalmente na página inicial do UOL, e na página de Investimentos, mas fica disponível para consulta. O vídeo é exclusivo para assinantes.

'Boca de jacaré'

O analista Rafael Bevilacqua elencou alguns pontos que estão impactando o mercado financeiro. Entre os fatores externos, estão a inflação norte-americana e os dados econômicos dos EUA e da China —que vieram um pouco abaixo do esperado.

"A gente teve certo mau humor lá fora. Mas quando se olha para a performance das ações, os índices, a gente vê que a nossa Bolsa ficou muito aquém do que está acontecendo lá fora", declarou.

Segundo ele, a Bolsa brasileira tem uma relação com as outras Bolsas, sejam as Bolsas norte-americanas, sejam as Bolsas de países emergentes como México, Rússia e Índia.

"Ao longo de 2021, esses ativos tiveram em média uma alta de 17%. Mas nas últimas semanas, com um desempenho negativo, a Bolsa brasileira começou a se descolar das demais, formando o que chamamos de 'boca de jacaré' [analogia ao formato no gráfico formado pelos índices das Bolsas dos emergentes e da brasileira]", disse.

Falha de mercado

Segundo Rafael Bevilacqua, esse descolamento do Brasil é fruto muito mais uma "falha de mercado" do que uma mudança estrutural no país.

"Isso sempre acontece e abre uma oportunidade. O investidor precisa se questionar se esse descolamento faz sentido e perguntar: estruturalmente o Brasil mudou?", disse.

Julia Reis apontou alguns fatores internos, como questões políticas, inflação elevada e juros altos, que podem também afetar o mercado.

"Tudo isso acaba influenciando o mercado. A gente já previa esse movimento, e isso já estava nos preços dos ativos. Por isso, não faz sentido alguns desses ativos estarem com os preços tão pressionados", afirmou ela.

Inflação alta 'estressou' o mercado

Para Rafael Bevilacqua, a inflação em alta é um dos fatores que estressaram o mercado financeiro brasileiro.

"Dos fatores que derrubaram a Bolsa brasileira, a inflação em alta é um dos principais", afirmou. A inflação acumula alta de 9,3% nos últimos 12 meses.

Os analistas disseram que esse movimento de alta da inflação não é um problema apenas do Brasil. Outros países pelo mundo, como os EUA e a Rússia, têm registrado uma aceleração da inflação. "No Brasil, apesar de alta, a inflação está sob controle", declarou Rafael Bevilacqua.

A retomada da economia é um fator que devemos ressaltar, disse Julia Reis.

"No segundo trimestre deste ano, as empresas já apresentaram resultados bons, alguns deles acima do esperado, e a tendência é que isso continue com a reabertura comercial", disse.

Para Rafael Bevilacqua, tudo isso [retomada econômica e crescimento das empresas] é positivo para quem está investindo na Bolsa.

"Esse é um fator importante que o investidor deve considerar, além de saber separar o que, de fato, vai impactar seus investimentos", disse.

Julia Reis disse que o importante é "não acompanhar o movimento de manada". "Não é porque está caindo que a empresa perdeu o valor, e o investidor deve vender suas ações. Não é assim que funciona o mercado acionário. É preciso ter calma e cautela nesses momentos de muito barulho [no mercado] e entender se as quedas fazem sentido", afirmou.

É hora de vender ou de comprar?

Julia Reis disse que esses momentos de estresse no mercado geram oportunidades de compra. E essas oportunidades estão dentro das recomendações da Levante nas carteiras do UOL.

"É uma oportunidade de investimento, de comprar ativos 'baratos'. É preciso se atentar, pois não é qualquer ação que cai que está barata. Conte com a ajuda de especialistas para encontrar os ativos certos, de valor, que têm potencial de valorização", declarou.

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL