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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Empresas de shopping estudam fusão; o que acontece com as ações na Bolsa?

Conteúdo exclusivo para assinantes

Felipe Bevilacqua

30/12/2021 09h09

Hoje comentamos a possível combinação de negócios entre Aliansce Sonae e BR Malls e a venda de quase US$ 1 bilhão em ações da Tesla por parte de Elon Musk.

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os assinantes do UOL.

Aliansce Sonae admite conversa de fusão com BR Malls

Em meio aos rumores de uma possível transação entre as operadoras de shoppings centers Aliansce Sonae (ALSO3) e a BR Malls (BRML3), a Aliansce confirmou que iniciou conversas com a outra companhia sobre uma possível combinação de negócios. Entretanto, de acordo com o comunicado, nenhuma espécie de oferta ou proposta foi realizada até o momento.

A Aliansce tem discutido estratégias de crescimento agressivas, com foco em de crescimento em escala e aproveitando os múltiplos mais oportunos do momento. Neste sentido, a companhia também estaria considerando outros ativos de empresas de capital fechado.

Tanto a BR Malls quanto a Aliansce Sonae têm o fundo canadense CPPIB como maior acionista. Sendo assim, uma fusão entre as duas operadoras de shoppings centers criaria a maior empresa do setor do país, com um portfólio de cerca de 70 ativos. Tal movimento ampliaria fortemente o poder de negociação da companhia combinadas nas negociações com lojistas, além de reduzir de forma bastante significativa os custos com digital e marketing.

Portanto, a possível concretização da combinação de negócios entre as empresas geraria um impacto positivo para as ações de ambas as operadoras. O início das conversas ocorre em um momento no qual as administradoras de shoppings têm suas ações negociadas próximas às mínimas do período mais crítico da Covid-19, com o valuation (processo para avaliar o real valor de uma empresa e preço de suas ações) pressionado pela alta dos juros e com incertezas em relação ao modelo de negócios dos shoppings.

Elon Musk vende quase US$ 1 bilhão em ações da Tesla

De acordo com documento oficial encaminhado à SEC (órgão dos EUA similar à CVM), Elon Musk, CEO da montadora de veículos elétricos Tesla (TSLA), vendeu mais 934 mil ações da companhia, totalizando quase US$ 1 bilhão em volume financeiro.

No mês de novembro, o empreendedor anunciou através de sua conta oficial na rede social, que planejava vender 10% de suas ações da Tesla, algo em torno de 17 milhões de papéis. As estimativas dão conta que o bilionário já está bem próximo de atingir a meta. Além disso, a venda maciça das ações da Tesla vai ao encontro do principal objetivo de pagar os impostos sobre o exercício de opções que vão expirar no próximo verão.

A notícia, em termos de fundamentos, é neutra para a empresa, que segue em um bom momento operacional, mesmo com desafios de ordem logística na indústria automotiva. Entretanto, desde o anúncio da operação, as ações TSLA operam em terreno negativo. No curto prazo, as ações parecem estar obedecendo a aspectos de ordem técnica, especulativa e associada ao seu volume e fluxo.

Por fim, o último resultado trimestral da Tesla foi de recorde em linhas como produção, receitas, lucro bruto, margem operacional e lucro líquido. Ademais, o crescimento na produção e entregas ano contra ano também chama a atenção. A estimativa de veículos entregues em 2021 aponta para mais de 800 mil, enquanto em 2020 foram quase 500 mil veículos entregues.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL