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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

3 mitos que ainda fazem a poupança ser a aplicação favorita dos brasileiros

Um dos mitos da poupança é de que o dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento, sem perdas; confira - Reprodução/vanillant
Um dos mitos da poupança é de que o dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento, sem perdas; confira Imagem: Reprodução/vanillant
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16/02/2022 04h00

Para muitos investidores, sair da poupança ainda é um desafio. Afinal, é a opção mais conhecida dos brasileiros —não à toa a maioria das pessoas já investiu ou conhece alguém que tem dinheiro na caderneta.

Então, se você tem dinheiro na poupança, parabéns! Você está entre os brasileiros que conseguem ter a disciplina de poupar e ter uma reserva financeira. E quando o assunto é dinheiro, segurança é prioridade —mas é possível ganhar melhores rendimentos com outros investimentos, sem abrir mão da segurança. Veja abaixo mitos que ainda convencem os brasileiros a aplicarem na poupança, e quais opções podem ser mais rentáveis e confiáveis.

Por que as pessoas ainda escolhem a poupança?

Segurança e baixo conhecimento sobre demais alternativas de investimentos são ainda os maiores motivos de tantas pessoas deixarem suas economias na poupança.

Por ser popular e estar na cultura do nosso país, diminui o medo de perder dinheiro. Assim, existem diversos mitos sobre a poupança que impedem os investidores de procurar outras opções. Conheça abaixo os mais comuns.

Mito 1: "A poupança é o investimento mais seguro"

Muitas pessoas não sabem, mas investir na poupança ou em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) pós-fixado ao CDI —taxa semelhante à Selic— tem o mesmo risco. Ambos são modalidades de renda fixa, em que o investidor, quando aplica, empresta o dinheiro ao banco e recebe juros por isso.

O risco é de a instituição financeira quebrar e não devolver o dinheiro. Nessa situação, entra a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que devolve ao investidor até R$ 250.000 por CPF.

No cenário atual, um CDB que paga 110% do CDI remunera 57% a mais do que deixar o dinheiro na caderneta de poupança.

Mito 2: "A poupança é a única opção para todos os bolsos"

É verdade que poupança não exige valor mínimo para investir. Porém, existem muitas opções também com baixo valor inicial —como CDBs a partir de R$ 1. Para quem já consegue poupar um valor um pouquinho maior, vale investir no Tesouro Selic a partir de R$ 100.

Nessas duas opções, o investidor obtém um rendimento melhor que a poupança e preserva a segurança.

Mito 3: "Na poupança não tenho risco de perder dinheiro e o resgate é a qualquer momento"

Sim, o dinheiro aplicado na caderneta de poupança pode ser resgatado a qualquer instante, o que é conhecido na linguagem financeira como liquidez. Porém, o que muitas pessoas não sabem é que a poupança paga os juros somente a cada trinta dias, popularmente conhecido como data de aniversário. Quando o investidor resgata o dinheiro antes dessa data, perde todo o rendimento e sai sem nenhum ganho naquele período.

Nas opções com rendimento diário não existe data certa para pagar rendimento. Os juros são acumulados dia a dia. Quando o investidor resgata o dinheiro, ganha o rendimento que já foi acumulado até aquela data, sem nenhuma perda.

Agora que você viu que muitas informações sobre a poupança são mitos, o melhor caminho para valorizar o seu dinheiro é investir no seu conhecimento e ter clareza dos seus objetivos financeiros. Lembre-se de que não existe o melhor investimento: existe a opção mais adequada para suas necessidades.

As opiniões emitidas neste texto são de responsabilidade exclusiva da equipe de Research do PagBank e elaboradas por analistas certificados. O PagBank PagSeguro e a Redação do UOL não têm nenhuma responsabilidade por tais opiniões. A única intenção é fornecer informações sobre o mercado e produtos financeiros, baseadas em dados de conhecimento público, conforme fontes devidamente indicadas, de modo que não representam nenhum compromisso e/ou recomendação de negócios por parte do UOL. As informações fornecidas por terceiros e/ou profissionais convidados não expressam a opinião do UOL, nem de quaisquer empresas de seu grupo, não se responsabilizando o UOL pela sua veracidade ou exatidão. Os produtos de investimentos mencionados neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão preencher o questionário de suitability para a identificação do seu perfil de investidor e da compatibilidade do produto de investimento escolhido. As informações aqui veiculadas não devem ser consideradas como a única fonte para o processo decisório do investidor, sendo recomendável que este busque orientação independente e leia atentamente os materiais técnicos relativos a cada produto. As projeções e preços apresentados estão sujeitos a variações e podem impactar os portfolios de investimento, causando perdas aos investidores. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros. Este conteúdo não deve ser reproduzido no todo ou em parte, redistribuído ou transmitido para qualquer outra pessoa sem o consentimento prévio do UOL.

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