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Veja os 20 melhores fundos de ações e multimercado de março

PagBank Investimentos

08/04/2022 04h00

A contínua pressão inflacionária, a alta nos preços das commodities (matérias-primas) e a alta de 6% do Ibovespa beneficiaram os fundos posicionados para ganhar com o aumento dos juros globais e em empresas exportadoras de commodities.

Confira abaixo os desdobramentos do mês de março nos investimentos e quais os 20 melhores fundos de ações e multimercado nesse período —e que vale ficar de olho para abril.

Entenda o cenário

O mês de março teve como destaque os desdobramentos econômicos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Os dois países são grandes exportadores de matérias-primas como petróleo, gás natural, carvão e metais preciosos.

O conflito na região afetou a produção e distribuição desses bens, o que explica os recentes aumentos nos preços dos combustíveis. Essa dinâmica de aumento de preços pressiona ainda mais a inflação das economias e a trajetória da inflação, que antes já preocupava as autoridades monetárias e volta a ser tema central para os próximos meses.

No Brasil, os ativos têm se mostrado resistentes aos impactos negativos do conflito. No mês, o Ibovespa — principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) — teve alta de 6,06%. O S&P 500 — principal índice da Bolsa americana — também fechou no positivo, com alta de 3,32%.

A entrada do investidor estrangeiro na Bolsa brasileira e a alta no preço das commodities foram importantes contribuintes para o bom desempenho do Ibovespa no ano, que até o final de março acumulou alta de 14,5%, enquanto o S&P 500 acumulou queda de -4,9%.

O dólar apresenta queda de -15,10%, aliviando parte da pressão inflacionária no país. No mês também houve um aumento da taxa básica de juros, a Selic, para o patamar de 11,75% —o maior dos últimos cinco anos.

Fundos multimercado

Com esse cenário, no mês de março se destacaram os seguintes fundos multimercados:

Fundo GAP Absoluto

O fundo multimercado GAP Absoluto performou 6,6% no mês, equivalente a 709% do CDI, acumulando 448% do CDI no ano. Além das posições no Brasil e Estados Unidos, o fundo teve ganhos nas posições em juros no Chile e República Checa.

Sobre a performance, os gestores da GAP comentam que o resultado positivo em março "é principalmente atribuído a posições tomadas em juros americanos, posições em juros nacionais, juros emergentes e no real. As posições tomadas em juros são beneficiadas pelo aumento das taxas de juros e as posições aplicadas ganham com a queda dos juros".

Os gestores da GAP também acrescentam que aproveitaram "esse movimento para iniciar posições relevantes tomadas em juros americanos".

Segundo eles, "a mudança de postura do Fed [Federal Reserve, o Banco Central americano] foi profunda e, apesar da guerra afetar o crescimento, ela certamente trará impactos inflacionários. Em suma, não haverá volta e urge a necessidade de se aproximar mais rapidamente, pelo menos, da taxa neutra de juros".

"A posição foi extremamente vencedora e o mercado, após grande rodada de stops, retornou à sua tendência de alta de juros, encerrando o mês de março muito acima dos níveis de fevereiro pré-guerra", dizem.

Declaram também que "no Brasil, o resultado positivo veio de posições aplicadas nos juros curtos e compradas no real. Apesar do cenário inflacionário ainda complicado, a posição nos juros foi beneficiada pela sinalização do Copom de que o ciclo de alta deve se encerrar na reunião de maio e pela forte valorização do real."

Fundo Giant Sigma

O fundo quantitativo Giant Sigma teve performance de 4,4% no mês, equivalente a 476% do CDI e acumula 111% do CDI no ano.

"O Giant Sigma utiliza o poder computacional da Giant para tentar absorver um volume de informações que seria inviável sem tecnologia", comentam os gestores.

Eles acrescentam que "os principais ganhos ficaram para as posições compradas em real contra outras moedas, inflação e commodities. Em ações, os ganhos foram distribuídos nas bolsas americana, brasileira, australiana e do Reino Unido".

Fundo Santa Fé Aquarius

Teve destaque também o fundo multimercado Santa Fé Aquarius, com performance de 4,07% no mês, equivalente a 438% do CDI. O fundo teve ganhos com as posições compradas em ações locais, além da proteção nos juros americanos e posições em Milho.

Sobre o cenário, os gestores comentam que "março foi mais um mês bem atípico no ano, com forte volatilidade e reflexos em todos os mercados, consequência dos efeitos da guerra na Ucrânia".

"Além disso, mais uma vez destacamos as imensas preocupações com o movimento de inflação no hemisfério Norte e batendo as expectativas de mercado tanto na Europa quanto nos Estados Unidos", afirmam.

"Do lado local também passamos mais um mês diferenciado e atestando nossa tese de migração de capital estrangeiro para o Brasil, ajudando no fortalecimento da moeda e impulsionando os mercados de renda fixa e renda variável", dizem.

Fundos de ações

Com o Ibovespa fechando o mês com alta de 6,06%, março foi positivo para os fundos de ações. Descubra abaixo os 10 fundos de ações que melhor performaram no período.

Fundo Vinland Long Only

O fundo de ações Vinland Long Only encerrou o mês de março com alta de 7,0%. Os fundos do tipo long only são aqueles que ficam apenas comprados em ações, sem posições short —isto é, posições vendidas que ganham quando o preço da ação cai.

Os gestores da Vinland destacam que "a performance no mês foi resultado dos investimentos no setor de Commodities, Serviços Financeiros e Logística".

Em relação ao cenário e posicionamento, a Vinland tem como principais teses de investimento no ano a transição enérgica global, Commodities Agrícolas & Fertilizantes, Infraestrutura/Logística e Large Cap US Tech.

Fundo BNP Paribas Small Caps

O BNP Paribas Small Caps rendeu 7,36% no mês, acumulando no ano 9,69% contra 6,69% do Ibovespa. A estratégia do fundo é o investimento em empresas de menor valor de mercado.

Os gestores do fundo comentam que "a base do portfólio é composta por dois grupos: Posições Core, cujo foco é a geração de valor no longo prazo e Posições Táticas, cujas oportunidades surgem de um mercado mais volátil".

Eles declaram que "no mês de março, os destaques foram as ações mais sensíveis a juros como aquelas relacionadas a consumo discricionário, que fazem parte da nossa posição core. Outros setores que se beneficiaram foram shoppings, utilities e telecom".

Esses setores tiveram benefícios advindos do cenário econômico, como "a continuidade do movimento de fluxo do investidor estrangeiro para a Bolsa e o fechamento da curva de juros nas últimas semanas do mês, logo após a reunião do Copom".

Os gestores também pontuam que "os setores de serviços financeiros, as mineradoras e siderurgias como destaques positivos, e as empresas ligadas ao petróleo como destaque negativo mesmo com uma alta no preço do barril".

Os fundos foram classificados utilizando dados de mercado fornecidos pela Quantum Finance e foram considerados fundos para investidores em geral de gestão ativa com mais de R$ 50 milhões de patrimônio líquido, investimento mínimo até R$5000 e mais de 500 cotistas.

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