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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Empreendedorismo: 3 pontos, sem idade ou valor inicial, para começar

História de jovem com compostagem tem muito a ensinar - melGreenFR/ Pixabay
História de jovem com compostagem tem muito a ensinar Imagem: melGreenFR/ Pixabay

Letícia Braga de Andrade

20/05/2022 04h00

Em 2021 eu ainda dava aulas de empreendedorismo e educação financeira em uma escola privada de Porto Alegre (RS). A escola ficava em um bairro em desenvolvimento, onde pequenos empreendimentos eram o meio de sustento da maioria das famílias, de modo que o empreendedorismo era uma característica muito forte daquelas pessoas.

Eu lecionava no Ensino Fundamental 2, ou seja, para crianças e adolescentes de 11 a 15 anos. O ano de 2021 foi aquele em que a vacinação contra covid-19 começou, tornando possível a flexibilização do retorno às aulas presenciais. Neste momento, eu destacava a importância de se adaptar e se diferenciar nesses novos tempos como estratégia de sobrevivência -- e foram incríveis os aprendizados que tivemos!

Vou compartilhar uma breve história com a intenção de mostrar como algo simples pode ser extraordinário para o seu futuro financeiro.

A história do jovem da compostagem

Um estudante do sexto ano, com 11 anos de idade, aprendia sobre compostagem nas aulas de biologia e sobre metas e objetivos nas aulas de empreendedorismo.

Ele tinha o sonho de conseguir juntar R$ 5.000 até completar seus 16 anos. O ponto de partida eram R$ 100, que tinha acabado de ganhar de presente de aniversário dos seus avós.

Preocupado com a questão do meio ambiente, característica muito presente nesta faixa etária, o estudante se dedicou a experienciar a compostagem nos vasos de plantas da sua mãe.

Foi então que ele teve a ideia de comercializar a terra adubada para pessoas que, isoladas em casa por causa da pandemia, dedicavam parte do seu tempo para cuidar de suas plantas.

Ele começou a produzir a compostagem e pediu ajuda aos seus colegas de aula para juntar garrafas pets e usá-las como embalagem.

Um desses colegas, com perfil também empreendedor, porém mais direcionado para a tecnologia e comunicação, ofereceu "sociedade" para construir a identidade da empresa. Criou o nome, o logotipo e textos de apresentação do negócio e do produto, mas, principalmente, elaborou uma página na internet — que virou o principal canal de comercialização.

Um terceiro amigo, mais adepto à organização e planejamento financeiro, muito participativo nas aulas de educação financeira, começou a planilhar custos, despesas e receitas. A partir daí, projetava quanto deveriam cobrar por produto para que conseguissem não apenas manter o negócio, mas lucrar.

Essas três crianças de 11 e 12 anos deram uma aula fazendo do simples o extraordinário! Criaram do lixo orgânico uma empresa de adubos sólidos (terra) e líquidos (inovação) para que pessoas passassem pela pandemia terapeuticamente cuidando de suas plantas em casa (solução de problema).

O que fica dessa breve história?

  1. Para começar, o que você precisa é saber do que gosta e ter um problema para solucionar;
  2. Identificar quem tem o conhecimento/recursos que complementa o seu;
  3. Um pouquinho de controle e planejamento financeiro que te levarão além

Isso tudo aconteceu há cerca de um ano. Se essas crianças seguirem trilhando esse caminho, não tenho dúvidas de que terão os seus R$ 5.000, ou mais, aos 16 anos.

Curiosidade

Não é ao acaso que conto essa história agora. No último final de semana o terceiro menino me procurou pedindo que eu indicasse onde eles poderiam investir o lucro que estão tendo, já que não precisarão desse dinheiro agora.

Então, no meu caso, incluo um quarto ponto que fica dessa breve história: o orgulho dessa professora de educação financeira que conseguiu germinar três sementes!

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