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Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4): Lula deve se reunir com aéreas para discutir socorro ao setor

Em evento de balanço das operações do setor aéreo em 2023 realizado nesta segunda-feira (22), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o presidente Lula vai se reunir nos próximos dias com representantes de companhias aéreas, como a Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4), para discutir medidas de recuperação do setor.

"O presidente de fato quer ajudar nessa equação que vai desde o combustível, passando por linha de crédito, até a judicialização", disse o ministro, acrescentando que apesar do crescimento de 15,3% na movimentação de passageiros, ainda há desafios para fortalecer as companhias aéreas e garantir uma maior democratização do acesso aos voos.

Ainda durante o evento, Costa Filho não comentou de forma concreta sobre possíveis medidas do governo para socorrer a Gol, mas garantiu que tem se reunido com representantes de todas as companhias aéreas e que o Estado irá ajudá-las como for possível.

"Companhias como a Azul e a Gol estão fazendo suas estruturações internas. E, onde o Estado brasileiro puder dar sua contribuição, iremos dar", pontuou o ministro, que não confirmou uma reunião específica com a Gol para tratar da atual situação da companhia.

No entanto, segundo apuração do Estadão/Broadcast, representantes da empresa estiveram na sede do ministério, em Brasília, na última terça-feira (16), justamente em busca de ajuda.

Relembre a situação da Gol

No último dia 14 de janeiro, a coluna Painel S.A, do jornal Folha de S. Paulo, informou que a companhia aérea estaria cogitando pedir recuperação judicial nos Estados Unidos em, no máximo, um mês. No dia seguinte, as ações chegaram a cair 10% no Ibovespa.

Segundo a publicação, pessoas que participam das conversas afirmam que aderir ao Capítulo 11 da lei norte-americana de falências é mais vantajoso do que pedir recuperação judicial no Brasil, acrescentando que lá, as regras são previsíveis.

No dia seguinte, questionada pelo Estadão/Broadcast sobre a possibilidade de pedir recuperação judicial no curto prazo, a Gol informou que discute com seus credores diversas opções "que tragam maior flexibilidade financeira, incluindo capital adicional para financiar as operações".

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A companhia aérea também pontuou que, conforme divulgado no dia 1º de dezembro de 2023, contratou a Seabury Capital para auxiliá-la em uma ampla revisão de sua estrutura de capital. A companhia diz que pretende captar recursos para cumprir com seus compromissos financeiros e, em conjunto com a Skyworks, continuar com as negociações em andamento com arrendadores de aeronaves, na busca de reestruturar de forma abrangente as obrigações de frota.

A aérea também esclareceu que continua "comprometida" na busca pela captação de recursos para o fortalecimento do caixa da Gol. Além disso, a companhia segue discutindo com seus stakeholders financeiros sobre uma "reestruturação consensual", embora não existam ainda definições sobre como será essa implementação.

Socorro para Gol (GOLL4)? Entenda planos do governo para companhias aéreas

Segundo informações do jornal O Globo divulgadas na última sexta-feira (19), o Governo Federal está elaborando um conjunto de medidas para auxiliar as companhias aéreas, que enfrentam prejuízos e dívidas decorrentes da pandemia de Covid-19 - como a Gol, a Azul e outras.

O pacote em discussão inclui a redução de dívidas regulatórias da Gol, Azul e mais empresas do setor - como tarifas aeroportuárias, renegociação de débitos tributários e uma linha de crédito via BNDES.

A implementação das primeiras medidas está sendo negociada para as próximas semanas.

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Uma das medidas em negociação refere-se a dívidas administrativas, provenientes, por exemplo, de tarifas aeroportuárias, taxas e multas em órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Essas dívidas totalizam mais de R$ 1 bilhão e a proposta é abater esses valores da contrapartida do programa Voa Brasil, que será lançado em fevereiro.

Outra frente envolve a negociação de dívidas tributárias, com descontos e parcelamentos conforme a capacidade de pagamento das empresas. O objetivo é negociar cerca de R$ 4 bilhões. As companhias aéreas buscam piorar sua nota de crédito junto ao governo para obter condições mais vantajosas nas negociações.

Gol seria principal companhia beneficiada por pacote do Governo Federal

O BNDES está trabalhando em um programa voltado para o capital de giro das aéreas, com a possibilidade de usar o Fundo Nacional de Aviação Civil como garantidor de empréstimos para o setor. No entanto, essa utilização depende da aprovação de um projeto de lei em tramitação na Câmara.

Essas medidas, se implementadas, beneficiariam principalmente a Gol, que enfrenta uma situação financeira mais crítica. A empresa possui R$ 3 bilhões de dívidas vencendo no curto prazo, de um total de R$ 20 bilhões, e enfrenta dificuldades de caixa para cumprir essas obrigações.

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Desempenho das ações de Gol

*Com informações de Estadão Conteúdo

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