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Magazine Luiza (MGLU3): se minoritários não seguirem capitalização, BTG terá 1,8% da rede, diz jornal

Os R$ 250 milhões garantidos pelo BTG Pactual (BPAC11) para o aumento de capital do Magazine Luiza (MGLU3) anunciado no domingo (28) podem equivaler a uma posição acionária de cerca de 1,8% da empresa - isso se os acionistas minoritários não acompanharem a operação e o banco efetivamente entrar com o valor previsto, diz o jornal Valor Econômico.

Em fato relevante divulgado na noite de domingo (28), a varejista informou que fará um aumento de capital no valor de até R$ 1,25 bilhão, em uma operação que envolve a família Trajano, controladora da varejista, que entrará com R$ 1 bilhão. O BTG, por sua vez, se comprometeu com o restante.

O Valor lembra que o banco se comprometeu a financiar integralmente a parcela a ser obtida pela holding da família Trajano, e isso deve acontecer por meio de uma operação de troca de resultados de fluxo futuros.

Assim, a holding contratou com o BTG uma operação de crédito, lastreado nas ações da empresa. Nele, o banco fornece recursos de um lado e compra as ações do Magalu de outro, em troca de receber uma remuneração igual ao CDI + um percentual ao ano por um período de 30 meses, diz a publicação.

Caso nenhum acionista minoritário siga a operação, a holding da família aumentará a sua posição de 56% para 58% na empresa e, caso exerçam, não há, naturalmente, mudança na fatia, acrescenta o Valor.

No comunicado, o Magalu informou que o aumento de capital tem por finalidade a aceleração dos investimentos em tecnologia - incluindo a expansão do Luizalabs, evolução de plataforma de marketplace, experiência do usuário e serviços de nuvem, publicidade e fintech - além da otimização da estrutura de capital da companhia.

O que dizem os analistas sobre o aumento de capital do Magazine Luiza?

Em relatório, analistas do Goldman Sachs (GSGI34) apontaram ver 'mérito estratégico' na transação, uma vez que deverá proporcionar à empresa maior flexibilidade financeira para investir em iniciativas-chave de crescimento e reduzir a alavancagem geral.

"Destacamos também que a transação proposta poderá reduzir a preocupação dos investidores quanto à possibilidade de uma oferta subsequente pesar no preço das ações. Além disso, vemos mérito no fato dos acionistas controladores terem garantido grande parte do aumento de capital (até 80% da colocação), pois demonstra sua confiança na estratégia traçada", avaliaram os analistas Irma Sgarz, Felipe Rached e Gustavo Fratini.

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O Goldman tem recomendação 'neutra' para as ações de Magazine Luiza, com preço-alvo a R$ 2,40.

Desempenho das ações do Magazine Luiza

No fechamento de segunda-feira (29), as ações do Magazine Luiza caíram 0,48%, cotadas a R$ 2,07. No ano, os papéis da varejista sobem 0,98%, segundo dados do Status Invest.

Este material foi elaborado exclusivamente pelo Suno Notícias (sem nenhuma participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo nenhum tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco. Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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