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Com juro baixo, investimentos atrelados à inflação podem render ganho maior

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Vinícius Pereira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

09/12/2020 18h39

Com a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano, no menor patamar desde o início da série histórica, em 1996, uma opção para o investidor ganhar mais na renda fixa é aplicar em produtos atrelados à inflação.

Produtos como os títulos Tesouro IPCA ou CDBs atrelados a algum índice de inflação, como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ou o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), com prazos acima de três anos, são alternativas para aproveitar o cenário de inflação em alta e juros baixos.

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"Indicamos produtos de renda fixa com uma indexação à inflação, justamente para se proteger dessa pressão inflacionária. Estamos vendo prêmios bastante interessantes no crédito privado ou no Tesouro IPCA, por exemplo", afirmou Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos.

Ontem, o IBGE divulgou inflação de 4,31% nos 12 meses acumulados até novembro, acima do centro da meta do governo, de 4%. A margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos (ou seja, pode variar entre 2,5% e 5,5%).

Analistas consultados pelo Banco Central no boletim Focus subiram de 3,54% para 4,21% a previsão de inflação para este ano. Há um mês, a projeção estava em 3,2%. Já o IGP-M deve fechar 2020 na casa dos 25%.

Com a aceleração da inflação, ficam mais atraentes os produtos que pagam uma taxa fixa, mais um índice de preços.

"Mesmo para quem tem um perfil agressivo, os títulos do Tesouro IPCA estão precificando uma inflação bem acima da meta, e a nossa expectativa é de uma inflação dentro da meta, então a chance de ter um ganho turbinado é bastante alta", afirmou Zogbi.

Além de ter uma rentabilidade maior, nesta opção o investidor também se protege da perda do poder de compra, já que quando os preços de produtos e serviços sobem, a pessoa precisa de mais dinheiro para comprar os mesmos itens.

O mesmo acontece com os investimentos. Se o rendimento da aplicação em um ano for menor que a variação da inflação no mesmo período, a pessoa estará perdendo dinheiro.

Outros produtos para reserva de emergência

Já os produtos como poupança, Tesouro Selic e Fundos DI ficam ainda menos atraentes como alternativas de longo prazo, pois pagam apenas a Selic.

Eles são indicador para uma reserva de emergência, por exemplo, devido à sua liquidez, ou para saques no curto prazo, inferior a dois anos.

A pedido do UOL, a Rico Investimentos calculou o rendimento líquido (descontando impostos e taxas) para um investimento de R$ 1.000 após 365 dias.

Dos valores, ainda é preciso descontar a inflação, que come parte dos rendimentos. Assim, nos produtos atrelados apenas à Selic, o ganho real deve ser negativo.

Poupança nova: R$ 12,82
Fundos DI (com taxa zero de administração): R$ 15,83
Tesouro Selic: R$ 17,22
Poupança antiga: R$ 61,67

Renda variável é alternativa para tentar ganhar mais

Outra opção para obter um ganho real maior é a migração de parte dos recursos para a renda variável. Segundo a analista da Rico Investimentos, caso o investidor tope correr mais riscos, a Bolsa pode ser um caminho por meio de ações ou fundos imobiliários.

"Para quem tem perfil para risco, temos uma expectativa muito positiva para a Bolsa e também indicamos fundos imobiliários com contratos indexados pela inflação, seja IPCA ou IGPM", disse Zogbi.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.