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Quer investir em Netflix, Facebook e Google? Fundo estreia hoje no Brasil

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Camila Mendonça

Do UOL, em São Paulo

28/04/2021 15h36

A partir desta quarta-feira (28), brasileiros podem investir em um novo ETF, que reúne as chamadas "big techs", gigantes de tecnologia como Netflix, Google e Facebook. Um ETF é uma espécie de fundo, que replica o desempenho de algum índice da Bolsa.

Neste caso, o ETF It Now Teck (TECK11), da Bolsa brasileira, replica o índice NYSE FANG+, da Bolsa dos Estados Unidos, com as dez empresas de tecnologia mais negociadas. Hoje, além de Netflix, Google e Facebook, estão no índice Alibaba, Apple, Amazon, Baidu, Nvidia, Tesla e Twitter.

Nos Estados Unidos, o fundo subiu 33,41% por ano, em média, considerando o período de setembro de 2014 até março de 2021. É um desempenho melhor que o do Nasdaq100, por exemplo, uma espécie de Ibovespa da Nasdaq, que cresceu 20,77% por ano no mesmo período. Confira o que dizem os analistas sobre o novo fundo.

Novo ETF pode ajudar na diversificação

Analistas ouvidos pelo UOL afirmam que o novo fundo pode ajudar os investidores a diversificar a carteira.

Esse fundo, assim como todos os ETFs que são negociados em Bolsa, é uma excelente oportunidade de investir em determinado tipo de ativo, segmento ou país, sem necessariamente precisar fazer uma análise mais a fundo e criteriosa para selecionar qual empresa comprar no momento.
Rodrigo Moliterno, chefe de renda variável da Veedha Investimentos

Segundo o analista, para o investidor, principalmente o iniciante, é melhor investir em ETFs, que reúnem um grupo de empresas, porque assim ele reduz o risco de perdas. "O risco individual acaba sendo muito maior ao investir em uma ação do que em um fundo de índice", afirma.

O economista Felipe Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimento, lembra que a Bolsa brasileira é carente de empresas de tecnologia, e o fundo de alguma forma cobre essa lacuna.

Ao investir nesse fundo, você faz uma diversificação tanto setorial quanto geográfica. Então é uma boa opção. Não é nada de outro mundo, não é uma baita estratégia, mas é uma boa opção para o investidor, para diversificar, para proteger a carteira da alta do dólar e buscar outros setores.
Felipe Bevilacqua, analista de Levante Ideias de Investimento

Para Moliterno, vale a pena o investimento no fundo. "É um momento propício, visto que elas [as big techs] foram o grande carro-chefe na retomada pós-covid [nos EUA], e esse setor veio para ficar", diz.

Heloise Sanchez, da equipe de análise da Terra Investimentos, avalia que, neste caso, é melhor investir no ETF do que em cada ação das empresas presentes no fundo.

Acaba sendo uma forma de investir em um portfólio de diversas empresas por um preço muito inferior. Outro ponto positivo é que [o ETF] também conta com a variação cambial, que pode ser interessante como outra forma de diversificação para o investidor, além da exposição ao mercado externo.
Heloise Sanchez, da Terra Investimentos

Troca dos papéis beneficia investidor

Outro fator que torna esse ETF atraente para o investidor é o efeito que Davi Lelis, especialista e sócio da Valor Investimentos, chama de ciclo de pressão positivo. O índice NYSE FANG+ troca alguns papéis trimestralmente e, quando um novo papel entra, ele ganha holofote de outros fundos, que passam a comprar esse papel também.

Por ter entrado no ETF, essa ação começa a ser mais negociada, o que impulsiona o preço do papel para cima. Além da valorização dos papéis, o investidor vai ter uma variação adicional do dólar. Isso, em países emergentes, pode representar uma proteção interessante para quando o cenário interno estiver ruim.
Davi Lelis, da Valor Investimentos

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.