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Qual o melhor fundo de investimento? Veja prós e contras de cada tipo

Saiba quais as diferenças entre os principais fundos de investimento - IltonRogerio/iStock
Saiba quais as diferenças entre os principais fundos de investimento Imagem: IltonRogerio/iStock
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Vinícius Pereira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/07/2021 04h00Atualizada em 04/08/2021 15h45

Se você é uma pessoa que investe no mercado financeiro, já deve ter ouvido falar dos fundos de investimento. Eles são cada vez mais procurados por pessoas que querem diversificar sua carteira de ativos, sem se preocupar com a administração dos recursos.

Para entender como funcionam os fundos de investimentos, o UOL conversou com dois especialistas do setor para tirar as principais dúvidas sobre o assunto. Primeiro, é importante entender que os fundos funcionam como um condomínio, onde as pessoas se reúnem para fazer um determinado tipo de investimento. Veja abaixo tudo o que você precisa saber sobre esse tipo de fundo.

Cada fundo, uma característica diferente

"Existem diferentes classificações de fundos e cada uma delas possui características e limites que determinam quais tipos de ativos podem compor a carteira. Dependendo do tipo de classificação, o fundo pode ser mais restrito ou possuir um mandato mais livre para realizar a alocação dos recursos", afirma Carolina Roveda, do escritório Messem Investimentos, que faz parte da XP Investimentos e possui mais de 30 mil clientes.

Entre os principais tipos de fundos de investimento organizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) estão os fundos de renda fixa, os fundos multimercardo e fundos de ações.

Os fundos de investimento contam com um administrador que atua com registro junto à CVM, auditoria, custodiante e gestor. "O custodiante é quem faz a guarda dos recursos investidos e o gestor é quem toma as decisões de investimento permitidas dentro do mandato do produto", diz Carolina.

Fundos de renda fixa: prós e contras

Fundos de renda fixa são fundos que devem ter no mínimo 80% do seu patrimônio aplicado em ativos vinculados à variação da taxa de juros e ao índice de preços. Por exemplo: CDB, debêntures, títulos públicos, dentre outros. Por esse mesmo motivo, possuem uma menor volatilidade e os riscos são baixos.

"Neste modelo é pouco provável que o investidor não receba seu capital com alguma rentabilidade, por menor que seja. Também é fácil de encaixar em um planejamento seja a curto, médio ou a longo prazo", afirma Gian Montebro, assessor da iHUB Investimentos.

Fundos de renda fixa são ideais para investidores mais conservadores e que não estão dispostos a correr grandes riscos. Por outro lado, podem gerar uma rentabilidade menor em comparação a outros fundos.

Há taxas de administração, cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em caso de resgate em até 30 dias e "come-cotas", que são uma tributação do Imposto de Renda cobrada a cada seis meses, geralmente em maio e novembro.

Essa tributação, porém, pode sofrer mudanças com a reforma tributária, que prevê a cobrança apenas em novembro —o que deixa esses fundos ainda mais atrativos.

Fundos multimercardo: prós e contras

Fundos multimercado são produtos que possuem uma maior liberdade e podem alocar recursos em diversas classes de ativos, desde títulos públicos a ações. Entre os prós desse tipo de fundo de investimento está a administração feita por um gestor, com conhecimento de mercado e atento às oportunidades, e também o potencial de retorno.

"A expectativa é que os ganhos sejam mais elevados do que um fundo de renda fixa, visto que o gestor tem mais liberdade para escolher os melhores investimentos", diz Montebro.

Fundos multimercado não são indicados para quem não gosta de correr riscos: as oscilações da rentabilidade são maiores. Eles também podem ter um volume máximo de recursos captados, não permitindo novos investimentos. A isto é dado o nome técnico de "capacity".

Fundos de ações: prós e contras

Fundos de investimento em ações (FIAs) devem ter no mínimo 67% do seu patrimônio alocado em ações. Possuem maior oscilação e, normalmente, atraem investidores que gostam de correr grandes riscos e fazer grandes apostas.

"A possibilidade de ter ganhos altos, comparados a outros investimentos, é real. Entendendo e aceitando o risco, é uma excelente oportunidade para 'turbinar' o investimento. Porém, assim como os ganhos podem ser expressivos em um curto período, o inverso também é verdadeiro. É possível perder muito em pouco tempo", afirma Montebro.

Com esses pontos em mente, há outras vantagens em um fundo de ações. A gestão profissional ajuda na tomada de decisões, que são avaliadas com menos emoção no calor do momento, e há grande diversificação mesmo com pouco capital investido, pois a maioria dos fundos não ficam limitados a uma ou duas empresas.

Entre os contras estão as taxas de administração cobradas, geralmente de 2%, e a taxa de performance, que chega a 20%. Esse valor é cobrado somente quando o fundo supera o benchmark, isto é, a meta de rendimento. Outro ponto de atenção é o período de resgate. Alguns fundos de ações trabalham com prazo de resgate de dois ou três dias, mas a maioria ultrapassa 15 dias.

Ao contrário dos outros modelos, não possui "come-cotas", taxa cobrada em maio e novembro, mas há uma cobrança fixa de 15% de Imposto de Renda.

Dicas para quem quer começar a investir em fundos

Se você pretende começar a investir em fundos de investimento, é importante conhecer o seu perfil para buscar o produto mais adequado.

"É preciso saber quão tolerante a riscos você é, quais os objetivos, qual a necessidade de liquidez, qual valor vai investir. A diversificação é muito importante e, a partir das respostas, é possível escolher os fundos mais adequados à sua carteira", afirma Carolina Roveda, da Messem Investimentos.

Gian Montebro, da iHUB Investimentos, sugere ir além do conhecimento próprio. "Um bom começo é saber qual a sua gestora e qual a sua história, para entender o viés da gestão e quais estratégias eles trabalham", diz.

O assessor também indica que sejam lidos documentos como o regulamento, a lâmina de informações essenciais ou material comercial e a carta mensal do fundo.

"Com essas informações e estudos, você consegue se preparar bem para começar a investir em fundos de investimento. Não é simples escolher um fundo dentre os 14 mil existentes no Brasil, por isso é importante escolher uma corretora que possua o maior número de fundos possível para facilitar a alocação entre eles e um assessor de investimentos para ajudar com eventuais dúvidas", afirma.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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