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Sair da poupança é bom, mas cuidado para não cair em armadilhas

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Mitchel Diniz

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/07/2021 04h00

Se você decidiu tirar o dinheiro da poupança para investir, parabéns! Suas economias não vão perder valor paradas numa aplicação que rende menos que a inflação. A rentabilidade da caderneta é de 70% do CDI, uma taxa que acompanha os juros da economia, e isso dá menos de 3% ao ano. Mas agora que você deu esse importante passo, é preciso saber onde investir e tomar cuidado com as armadilhas.

"Não é qualquer pessoa que pode lhe dizer onde você deve investir. É preciso ser um consultor de investimentos certificado", disse Amanda Dias, jornalista e orientadora financeira, durante o encontro Guia do Investidor UOL, série de eventos gratuitos e quinzenais do UOL Economia+, para quem quer aprender a cuidar do próprio dinheiro.

É o alerta que Amanda faz frequentemente no seu canal na internet, o Grana Preta, voltado para autônomos e microempreendedores de baixa renda. "Eu sempre falo para as pessoas ficarem ligadas nessa questão, pois esse mercado digital favorece pessoas que não têm certificado e ficam indicando investimentos", afirmou Amanda. Veja abaixo quais cuidados tomar para não cair em armadilhas.

Investimentos que rendem mais também são seguros

Ilana Bobrow, sócia-fundadora da Vitreo, diz que o sistema financeiro brasileiro é seguro. "Os fundos de investimento aqui no Brasil mostram posições diárias, nos EUA tem alguns que só mostram cotas mensais. Você também tem muitos instrumentos protegidos pelo FGC [Fundo Garantidor de Crédito, que ressarce o investidor em caso de falência da instituição financeira]", disse a executiva durante o evento.

O problema é que o investidor muitas vezes busca retornos altos no curto prazo e acaba fazendo escolhas equivocadas. "O brasileiro tem medo de sair da poupança, mas quando vê um investimento que vai render 10% ao mês, tira todo o dinheiro da caderneta e coloca nessa aplicação que foi indicada por um amigo", afirmou Amanda Dias.

Cuidado com siglas desconhecidas

A dica de Ilana Bobrow é fugir de siglas que você não conhece. "Siglas complicadas com percentual muito alto, fuja. Tá com cara de ruim", disse ela.

De acordo com as especialistas, é assim que muita gente cai em esquemas de pirâmide, correndo o risco de perder tudo o que juntou. "Se tiver pressão para indicar pessoas e você só ganha dinheiro quando alguém entra no investimento, com certeza é pirâmide e isso não está certo", disse Amanda.

Procure um investimento de acordo com o seu perfil

A sócia da Vitreo explica que o investimento deve estar de acordo com suas receitas e despesas mensais. Logo, não existe um tipo de aplicação ideal para todos os bolsos. Mas quanto mais dinheiro o investidor consegue aplicar, mais opções de investimento ele vai poder acessar.

"Se você começar com R$ 50, não vai conseguir comprar vários produtos, mas à medida que a sua carteira vai diversificando, você vai do conservador para o mais arrojado. Várias instituições financeiras já oferecem cestas prontas", afirmou Ilana.

A executiva lembra que não existe bala de prata. Opções de investimento que oferecem retornos maiores também têm mais riscos, e essa escolha vai depender do perfil de quem investe.

"As pessoas têm medo do mercado financeiro, de o dinheiro sumir. A gente está falando do órgão mais sensível do corpo, que é o bolso. Existem muitas incertezas, mas há muitas ferramentas de proteção também", afirmou Ilana.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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O Guia do Investidor UOL é uma série de eventos quinzenais e gratuitos que apresenta todos os passos para quem quer aprender a investir e entender melhor sobre o mercado financeiro. Veja as histórias inspiradoras e dicas de especialistas para multiplicar o seu dinheiro