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Quer sair de um investimento e entrar em outro? Entenda 3 pontos antes

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Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/09/2021 04h00

O dinheiro que está parado na poupança, em títulos, ações ou qualquer outro tipo de investimento tende a render menos do que poderia se o investidor investir sem pensar na carteira como um todo. Mas quando é hora de sair de um investimento e entrar em outro? O que é preciso entender para fazer mudanças na carteira de investimentos?

A analista de investimentos da Empiricus Laís Costa e o especialista em renda fixa da Spiti Guilherme Cadonhotto, que participaram do Guia do Investidor UOL, destacam os pontos que precisam ser considerados pelo investidor para fazer qualquer mudança na carteira. Veja abaixo quais são eles.

1. Atenção ao cenário econômico

O investidor não deve levar em conta oscilações do dia a dia para fazer mudanças na carteira, avaliam os especialistas. A recomendação é ficar atento ao cenário econômico e político, mas não ser reativo demais.

O cenário econômico inconstante e cheio de ruídos em países emergentes como o Brasil exige do investidor ainda mais cuidado para tomar decisões.

"É importante estar atualizado, mas tem quer tomar bastante cuidado e sempre se perguntar se o acontecimento muda o cenário econômico no horizonte de tempo da sua carteira. Se não muda, você não deve mexer", afirma Laís Costa.

Para Cadonhotto, é importante acompanhar todo semana o boletim Focus do Banco Central, que traz projeções do mercado financeiro para indicadores importantes e que impactam investimentos, como taxa de juros, inflação, dólar e crescimento econômico.

Em se tratando de renda fixa, é preciso considerar as projeções do mercado financeiro a respeito dos juros e da inflação, principalmente.

"Esses indicadores podem dar uma boa ideia se você precisa realizar alguma alteração na carteira", diz Cadonhotto.

2. Lembre-se do motivo pelo qual investiu

Laís Costa aconselha o investidor a acompanhar o desempenho das suas aplicações mensalmente, ainda que não faça nenhuma alteração, olhando a carteira como se fosse um extrato bancário.

"É um bom exercício também para não se descolar muito da responsabilidade com seu patrimônio", diz.

Qualquer alteração na carteira deve ser feita levando em conta a chamada tese de investimento, ou seja, o motivo pelo qual o investidor aportou seu dinheiro em determinados ativos.

"Se houve alguma quebra (de expectativa), está realmente na hora de repensar a sua carteira", afirma. A identificação de um erro de tese, segundo a analista, precisa ser acompanhada de uma mudança imediata na carteira, caso contrário, as perdas podem ser maiores que as aceitáveis.

3. Novos produtos no mercado

Além de mudanças importantes e duradouras no cenário econômico e político e da viabilidade da tese de investimentos, a analista também aconselha o investidor a prestar atenção ao surgimento de novos produtos no mercado, como fundos de renda fixa e variável com taxas de administração menores.

"Se você está alocado num fundo e tem agora a oportunidade de investir em outro, com uma taxa substancialmente menor, pode fazer sentido trocar essa alocação porque você continua exposto aos mesmos ativos com ganho de rentabilidade no longo prazo", diz a especialista.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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