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Xepa na Bolsa: 30 ações que estão baratas e são opção para investir

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/11/2021 04h00

Existem vários fatores a analisar para escolher uma ação. Um deles é saber se ela está subvalorizada em relação ao patrimônio da empresa. Se isso acontece, pode ser um indicativo para investir (sem deixar de levar em conta a situação geral da empresa).

A pedido do UOL, a consultoria Economatica listou as 30 ações mais baratas do Índice Brasil 100 (IBrX 100), .do Ibovespa. Para chegar lá, a consultoria leva em conta o preço da ação sobre o valor do patrimônio líquido.

A Economatica ressalta, porém, que as gestoras e os fundos de investimento podem utilizar critérios diferentes para avaliar o preço de uma ação. Os especialistas alertam que considerar apenas o valor do papel sobre o patrimônio pode resultar em distorções, uma vez que as empresas podem estar atravessando dificuldades.

Outros indicadores são usados para avaliar se uma ação é boa: fluxo de caixa descontado, preço atual da ação sobre o lucro dos últimos 12 meses ou retorno sobre patrimônio líquido (ROE).

Veja as ações mais baratas, segundo cálculo da Economatica

  1. Azul (PN)
  2. Gol (PN)
  3. Cogna ON (ON)
  4. Light S/A (ON)
  5. Pão de Açúcar - Cbd (ON)
  6. Cielo (ON)
  7. Banco do Brasil (ON)
  8. BR Malls Par (ON)
  9. Eletrobras (PNB)
  10. Eletrobras (ON)
  11. Sanepar (UNT N2)
  12. Usiminas (PNA)
  13. Copel (PNB)
  14. JHSF Part (ON)
  15. MRV (ON)
  16. Gerdau Met (PN)
  17. Cyrela Realt (ON)
  18. Petrobras (PN)
  19. Eztec (ON)
  20. Petrobras (ON)
  21. Sabesp (ON)
  22. Energias BR (ON)
  23. Gerdau (PN)
  24. Americanas (ON)
  25. Cemig (PN)
  26. Tim (ON)
  27. Telefonica Brasil (ON)
  28. Positivo Tec (ON)
  29. Cesp (PNB)
  30. Bradesco (ON)

Leia o que analistas dizem sobre algumas das empresas apontadas como baratas:

Bancos

Mesmo com o avanço dos bancos digitais nos últimos anos, os 'bancões' não podem ficar de fora da carteira, avalia Enrico Cozzolino, analista da Levante Ideias de Investimentos.

E o Bradesco, que registrou crescimento de 34,5% no lucro líquido recorrente no terceiro trimestre, na comparação com igual período de 2020, para R$ 6,767 bilhões, é uma das companhias avaliadas como boas. O resultado entre julho e setembro deste ano foi o segundo maior da história da instituição.

"Acho que os 'bancões' não vão ficar para trás. Eles também são digitais. A gente tem que pensar que o bolo está crescendo. Então, existe a competição, mas não tem redução [de participação]. É cada um no seu nicho", disse.

Maquininhas de cartão

O cenário é diferente para a Cielo, que também enfrenta a chegada de novos entrantes no mercado já há alguns anos. O ponto é que a empresa, diferentemente de Itaú e Bradesco, ainda não havia se consolidado no setor quando os demais players começaram a disputa agressiva pelos clientes.

"No caso da Cielo, a grande dificuldade está em lidar com as fintechs, que fazem o mesmo serviço com um preço mais baixo", disse Bruce Barbosa, sócio-fundador da Nord Research.

Para Larissa Quaresma, analista de equity research da Empiricus, a empresa perdeu participação porque estava focada em grandes corporações, ao passo que as novas fintechs, como PagSeguro, Stone e GetNet, decidiram atender os pequenos empresários.

No entanto, ela avalia que a ação está muito barata. "A gente até recomenda em algumas carteiras da casa. É mais arriscado, porque depende de uma reestruturação da empresa. Mas pode ser interessante para quem tem um apetite maior por riscos", disse.

Educação

Na parte educacional, a Cogna é uma boa opção, segundo a analista da Empiricus. "Esse é um setor que sofreu na pandemia por causa do risco de inadimplência —e isso aconteceu alguns trimestres atrás. Agora, vem surpreendendo positivamente. Tanto Cogna quanto Yduqs estão entregando um índice de inadimplência melhor do que o esperado", afirmou ela.

Fabiano Vaz, analista da casa de análises Nord Research, vê com ressalvas a aquisição de papéis da Cogna.

"Talvez depois das empresas de turismo e eventos, as educacionais foram as que mais sofreram com a pandemia. Para uma empresa que vinha de uma boa reestruturação, foi pior ainda. A gente viu isso nos resultados, e o papel acabou sofrendo na Bolsa", disse.

No segundo trimestre, a companhia registrou queda de 85,4% no prejuízo líquido ajustado, para R$ 20,37 milhões. Mas a receita líquida foi de R$ 1,3 bilhão, queda de 5%.

Vaz acrescenta que a Kroton, uma das que formam a holding, teve um bom desempenho no segundo trimestre, com o crescimento de alunos principalmente no digital. Já a Vasta, que também faz parte do grupo e trabalha com materiais para redes de ensino, é tida como um negócio interessante, mas que igualmente sofreu durante o período de isolamento.

Segundo o analista, a perspectiva era positiva com a retomada da economia. Mas o cenário de inflação crescente, alta dos juros e flexibilização no teto de gastos colocam em dúvida a capacidade da companhia de voltar a apresentar resultados positivos.

Aéreas

Azul e Gol surgem como as primeiras da lista da Economatica. Entretanto, Bruce Barbosa, da Nord Research, lembra que o patrimônio líquido das duas empresas já era negativo por conta dos sucessivos prejuízos antes da pandemia, ainda durante a recessão do biênio 2015-2016.

"Elas podem se recuperar, mas são extremamente dependentes da economia e com custos de funcionamento elevados", disse.

Larissa Quaresma lembra que as companhias aéreas têm despesas de depreciação, que não entram no caixa, mas contribuem com o prejuízo ao longo do tempo. "E também são empresas que foram muito afetadas no último ano e meio, com a redução de passageiros na pandemia."

Estatais

Segundo Bruce Barbosa, os preços baixos das estatais, especificamente de Banco do Brasil e Eletrobras, poderiam significar uma oportunidade em um ambiente político e econômico estável. Neste cenário, porém, contemplam apenas o risco de ingerência pelo governo.

"Basicamente, o mercado está falando que as empresas estatais podem ter alguma intromissão do governo ou ser impedidas de gerar valor para o acionista. Foi o que aconteceu no início do ano com a saída do presidente do banco", disse, lembrando a conturbada demissão de André Brandão, em março, após divergências com o presidente Jair Bolsonaro sobre redução de custos na instituição.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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